Marketing Eleitoral e Mídias Sociais nas eleições de 2014

Candidatos devem investir com profissionalismo no marketing digital

Candidatos devem investir com profissionalismo no marketing digital

Ainda em fase de organização de equipes, estratégias e planos, a campanha eleitoral deste ano promete ser um divisor de águas entre as estratégias tradicionais e as digitais. Assim como já em 2012 nas eleições municipais, que foram decididas nos detalhes dos embates nas mídias sociais, o resultado das urnas em 2014 vai depender do que cada campanha realizar também nos meios digitais. É verdade que o corpo a corpo, o contato físico e social com os eleitores é fundamental, mas desprezar a comunicação digital poderá ser fatal para as pretensões dos candidatos.

Não vamos falar aqui do case Obama. Vamos falar do que temos no Brasil, um país vasto para a ação de marketing digital, mas ainda fraco em engajamento politico permanente como se faz nos EUA. E isso é determinante. Não há formulas magicas, há trabalho, pesquisa, diagnóstico correto e definição de ações que atinjam os públicos alvos de forma séria, responsável, objetiva, alinhadíssimas as realidades existentes no meio físico. Afinal, marketing é criar as condições para uma venda eficiente, com base no que existe de verdade a oferecer. Na área digital não é diferente.

O candidato que colocar todas as suas fichas nas mídias tradicionais tende a correr um sério risco. Porque o público jovem está nas mídias sociais. Porque sua mensagem chega a milhares de eleitores em segundos, sem gastar recursos naturais (panfletos/jornais = menos árvores), e de forma viral, engajando milhares em uma comunicação moderna. Como sempre defendemos em nossa agencia, planejar é o primeiro passo. Define, separadamente, os planos tradicional e digital. Cada qual tem suas ferramentas, e que devem ser escolhidos de acordo com os públicos-alvo, cenários pré-existentes, e em sinergia com os momentos de campanha.

Nada de colocar nas mãos de assessores sem capacitação sua comunicação digital. Monte equipes separadas para gerir sua comunicação eleitoral. Se você planejar bem, certamente terá somente uma equipe trabalhando, e somente no digital. Utilizar as mídias Facebook, o Twitter, o Youtube e o Google + será imprescindível. Criar conteúdos específicos também. E uma estratégia especial para a reta final dias antes das eleições e do voto, é tarefa que pode garantir o mandato tão desejado. Se preparar para atos de guerrilha digital contrários é determinante. Email marketing deve ser utilizado sempre para já eleitos, e na campanha de forma comedida. Mensagens via celular, é tiro no pé.

Há ferramentas como o Google Adwords, Facebook Ads, entre outras, que podem e devem ser utilizadas em fases de pré-campanha para atrair gente interessada em debates estratégicos para a vida de todos. Afinal, se ainda não somos um país tão consciente do ponto de vista politico, temos avanços no uso das mídias digitais como arma de conquista de corações e mentes desde as eleições de 2002. Nossa dica fundamental: não se descuide do marketing digital, e planeje, planeje. Desta forma a conquista dos votos será mais eficiente. E consciente.

* Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.

A assessoria de imprensa 2.0

Assessoria de imprensa cada vez mais profissional exige capacitação digital

Assessoria de imprensa cada vez mais profissional exige capacitação digital

Um dos profissionais mais requisitados por empresas e organizações para gerenciar e produzir conteúdos dos seus negócios, e mediar as relações com a mídia, é o assessor de imprensa. Cargo geralmente ocupado (e deveria ser assim sempre) por jornalistas formados e diplomados é daquelas funções de confiança imprescindíveis para a gestão das empresas. Por quê? Porque gerir comunicação interna, externa, com stakeholders, sociedade, público e ainda com a mídia é o coração dos negócios. Quem ainda não descobriu isso, ou não apostou, corre sérios riscos.

Antes função que exigia dos jornalistas assessores a busca por notícias da empresa, a pesquisa, elaboração dos textos e envio de relises (texto redigido em formato jornalístico) aos colegas dos meios de comunicação tradicionais, hoje exige muito mais. Nos tempos atuais em que o digital ocupa corações e mentes da sociedade, e muito mais dos meios tradicionais da mídia com jornais, TVs e rádios, a assessoria de imprensa vai mais além. Ela precisa hoje estar conectada nas redes e mídias sociais; interagir com os públicos do cliente e jornalistas de redações de portais e sites noticiosos, colunistas, em tempo real. Uma transformação gigantesca.

A assessoria de imprensa moderna precisa oferecer além do presencial e físico, a consultoria na otimização da busca orgânica (SEO), criar podcasts, áudios de entrevistas com seus assessorados para disponibilizar as rádios o conteúdo, produzir vídeos-relises, apresentações para as mídias disponíveis como Youtube, Facebook, Slideshare, ou seja, construir um novo relacionamento com os meios de imprensa, cada vez mais enxutos em suas redações, e mais exigentes ao preencher seus espaços noticiosos seja nos meios impressos ou digitais. Mais que um executor capacitado, o assessor de imprensa ou assessoria de imprensa precisa ser um magnífico gestor, consultor e estrategista em todos os meios, notadamente o digital.

Além da inteligência e do ótimo texto redigido tecnicamente, objetivo, claro, conciso, a assessoria de imprensa moderna exige novas capacidades dos profissionais e empresas prestadoras deste serviço: a capacitação para uso das ferramentas digitais aliada à visão estratégica dos mercados em que seus clientes atuam. E mais que nunca é preciso planejar com ainda mais competência para identificar os problemas de comunicação, as oportunidades que representam, para sobreviver no segmento de assessoria, e ganhar a confiança das empresas. Assessoria de imprensa que já era fundamental aos negócios, passa a ser prioridade a todas as empresas que desejam o topo.

* Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.

Marketing Digital: O conteúdo é rei!

Não basta estar no meio digital, tem de estar de forma profissional

Não basta estar no meio digital, tem de estar de forma profissional

Com o crescimento cada vez mais acentuado no uso da tecnologia, e da internet por excelência, fazer marketing digital se tornou fundamental para o sucesso nos negócios. Estar na rede internacional é estar vivo, ativo, participante do mundo dos negócios de forma moderna, atraente, e gerando negócios a partir de sua aldeia para um espaço mercadológico sem fronteiras. Mas não basta apenas criar um site, e estar presente em mídias sociais como Facebook, Linkedyn, YouTube e outros.

Muitas empresas pensam que entrar na rede com qualquer site, estático, feito por criadores de sites a distancia, ou mesmo em plataformas pré-concebidas, já basta. Minha vida na comunicação me diz que não, pois executei vários projetos na área. Primeiramente, é preciso planejar, como já dissemos em post anterior (clique aqui). Compreender todos os cenários, públicos, dados, relacioná-los, e aí sim, decidir quais ações e ferramentas utilizar. Senão, são tempo e dinheiro perdidos.

Mais ainda que isso, mesmo você acertando os passos de planejamento, escolhendo as mídias aonde vai estar ativo e atuante, é preciso profissionalismo na geração do conteúdo e na gestão destes meios de comunicação digitais. Há que se ter uma estratégia clara de conteúdo, e não deixar nas mãos de estagiários, ou funcionários de algum setor da empresa, a responsabilidade tanto da gestão quanto da geração do conteúdo. Erros nas mídias tradicionais já são traumáticos, imaginem na esfera digital! Um desastre completo!

Nada contra estagiários, mas o que se quer ilustrar é que o conteúdo a ser publicado e distribuído em nome da empresa tem de ser delegado a profissionais experientes, especializados, conhecedores do contexto e hábeis escritores. Escrever é algo misterioso para escritores, e algo tão sério que há profissões como jornalistas, redatores, preparados para dar sentido ao que vai ao papel ou tela, ou mídias sociais e sites. Estagiários podem sim executar, desde que monitorados por estes profissionais.

Os textos devem ser produzidos por profissionais do texto, capacitados na pesquisa, ordenamento, escrita, e sentido ao tema proposto. Além disso, de um conteúdo “rei”, é preciso o monitoramento das participações de clientes, público, fornecedores, respondendo dúvidas, gerando negócios… Portanto, antes de entrar no mundo digital, pense bem, encontre parceiros conhecedores do tema, e aí, sim entre com firmeza e profissionalismo. Aí é caminho certo para bons negócios.

* Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.

Artigo: Civilização Digital, como viver nela?

civilizacaodigitalsalvadornetoNeste artigo de estreia no Blog da Salvador Neto Comunicação, busco fazer pensar sobre o novo modo de viver que a tecnologia nos trouxe, e ainda trará. Dê uma lida, comente, compartilhe, e curta!

“Civilização Digital? Mas o que é isso deve pensar o leitor que abre este post! Não se assuste, é isso mesmo! Vivemos hoje em uma verdadeira, complexa, multifacetada, intrincada, escandalosamente conectada e compartilhada civilização digital. Antes que me crucifiquem pela avançada ousadia, explico que Civilização é o estágio de desenvolvimento cultural em que se encontra um determinado povo. Este desenvolvimento cultural é representando pelas técnicas dominadas, relações sociais, crenças, fatores econômicos e criação artística.

Vários fatores podem influenciar no desenvolvimento de uma civilização como, por exemplo, recursos naturais de uma região, clima, proximidade com outra civilização, liderança exercida por um determinado período, etc. Uma civilização pode ser movida pela vontade, de seu povo ou liderança, de acumular riquezas, obter conhecimentos úteis, dominar militarmente outras regiões ou até mesmo buscar a qualidade de vida para as pessoas.
Durante a história, tivemos o desenvolvimento de diversas civilizações com características diferentes.

A civilização egípcia, por exemplo, caracterizou-se pela concentração de poder e riquezas materiais nas mãos do faraó. Desenvolveram vários conhecimentos com objetivo religioso (preservar o corpo e as riquezas para uma vida após a morte). A civilização grega se desenvolveu com intuito de aprimorar as capacidades intelectuais, físicas e políticas. Neste contexto, desenvolveram a democracia, as artes, o teatro e muito mais. A civilização romana dedicou-se ao domínio militar de amplas regiões, como forma de obter poder econômico. Todas estas e muitas outras civilizações formam a nossa civilização.

Agora, todas essas culturas, conhecimentos, e muito mais estão a um clique da sua casa. Estão a um clique no seu celular, tablet, smartphone, e também em sua televisão. Acabaram as distancias. Podemos viajar por diversas culturas a partir do nosso mundo, na mesa de um bar, na escola, no trabalho. Assim como podemos ligar e falar com qualquer um em qualquer lugar do mundo a qualquer hora! Sistemas nos conectam o tempo todo a tudo. Podemos comprar com o acesso a sites que vendem de tudo, de bijuterias a roupas, de tênis a aparelhos eletrônicos, de passagens aéreas a hospedagem.

Esta nova civilização, no entanto, ao mesmo tempo em que está altamente comunicada e interligada em tempo real, se ressente do tempo para ver fisicamente o outro. Se por um lado aumentam aos borbotões as redes de amigos via Facebook, Linkedyn, Twitter e outros, não os conhecemos verdadeiramente! Na sua grande maioria só temos a imagem, talvez a simpatia pelo que fazemos, contamos, divulgamos. Mas não sabemos quem são, o que fazem, não sentimos os outros. Nos encontramos diariamente via internet, mundo virtual, como também é a civilização digital, virtual. Mas não conseguimos nos reunir em uma mesa para conversar, olhar os olhos, tocar as mãos, viver como humanos.

Como viver nesta civilização, é a pergunta do título deste artigo. Simples. Não troque sua rede de amigos físicos pela de amigos virtuais. Use as ferramentas de relacionamento digital para o encontro pessoal, e para matar saudades momentâneas. Seja responsável pelo tempo que dedicas a estar em rede, tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Pense que o tempo não é algo a ser gasto, que falta para você. Não! O tempo é exatamente a vida, a sua vida que escoa como na ampulheta, instrumento antiguíssimo que o homem criou para medir o tempo. O relógio da antiguidade.

Se não há como viver longe da civilização digital, porque o mundo gira em torno do virtual, negócios e trabalhos são fechados e realizados, temos que criar uma nova cultura de convivência. Porque somos humanos, e precisamos viver juntos, próximos, em comunidade real. Não confunda sua vida virtual com a real, física. O que vale é a física, onde temos as relações que valem efetivamente as nossas vidas. Para vivar a civilização digital é preciso ter os dois pés fincados na civilização humana. É partir daqui que se realiza a digital, e não o contrário”.

  • Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.