Imagem: Eleição mostrou como destruir imagem em alguns atos

COLETIVA DA CANDIDATA DERROTADA MARINA SILVAHá duas semanas escrevi pequeno post em meu Facebook. Ele dizia o seguinte: Quer um case de destruição de imagem em tempo recorde? Marina Silva é o case. De grande líder humilde, da sustentabilidade, ambientalista, à multipartidária, ultra direitista, sem rumo, e apenas uma vaga memória de líder política respeitada, agora com o anúncio de apoio a Aécio. Lamentável para nosso futuro político. Um ótimo exemplo de como não se deve gerir a sua imagem.

Tal texto suscitou ataques irracionais de torcedores do time de Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência da República contra a candidata do PT e atual presidenta, Dilma Rousseff. A quem não entende de comunicação, não estudou um pouco sobre a gestão da comunicação, soou como um olhar político. Talvez tenha sim um viés político, mas tem muito mais de aprofundamento profissional do que não fazer com a sua imagem em momentos de crise.

Marina voltou à tela da TV no programa do tucano semana passada. Tentou mudar o visual, soltou os cabelos que antes viviam amarrados em um coque que lhe dava alguns anos a mais na idade. Mas o discurso foi o mesmo, diametralmente oposto às suas origens (sociais) e ideais (igualdade, inclusão, etc). Ou seja, amplificou o desastre de imagem que levou décadas construindo. Repito, em apenas pouco mais de quatro anos, Marina Silva diluiu sua imagem em nada.

Alguns dizem que na verdade ela não era realmente aquilo que vendia ao longo da sua carreira política. Talvez tenha mudado ao longo do contato com o poder, que a fez trocar de lado pouco a pouco, chegando ao auge ao ser picada pela mosca azul, aquela que a levou a disputar a Presidência da República em 2010 trocando o PT pelo PV. Depois o PV por algo como Rede Sustentabilidade (que não é sustentável ainda hoje), e agora no PSB por oportunidade.

Tudo isso relato para tratar da importância dos cuidados com a imagem dos negócios, da personalidade (político, atleta, empresário, etc), das entidades civis, entre outras. Que fique claro que em qualquer passo na comunicação, você precisa planejar. Sem planejar, não há sucesso possível. Porque não haverá plano de contingencia, nem estratégias, nem táticas. Vai ser tudo no acho que é isso, e aí… a derrocada é quase certa.

Passo dois: jamais venda algo que você não é. Você sabe quem é você mesmo. De nada adianta vender, por exemplo, imagem de seriedade se vive em baladas com mulheres e bebidas. Ou se dizer alguém preocupado com o trabalhador e não acreditar que pagar INSS e FGTS ajuda o seu funcionário, nem ter um tratamento respeitoso com eles. Ou ainda, falar de ética na política e fazer como Marina, que trocou de partido três vezes em quatro anos, e se aliou com conservadores, quando sua história de imagem foi colada aos grupos mais progressistas.

Passo três: defina claramente para que você está investindo em sua imagem de empresário, atleta, educador, palestrante, ou outra profissão que decidir seguir. O que você quer ser? Como quer ser lembrado? Para que servirá a imagem? Por onde imagina seguir a carreira? Isso tudo também relacionado a quem você é de fato na vida real. Sabe por quê? Se você vender uma coisa e for outra na vida real, mais cedo ou mais tarde essa construção cederá, cairá. Nada se mantém sem uma base forte e fiel ao original. Pense bem nisso.

É difícil seguir esses caminhos, dicas? Penso que sim, mas seria um ganho extraordinário para você mesmo investir em você mesmo, carrancudo ou não, fumante ou não, playboy ou não, acadêmico ou apenas estudioso, enfim, sai mais barato para o bolso, para a vida que vale no dia a dia, mantém a sua paz por não ser alguém que jamais foi e ter de mostrar algo falseado a maior parte do tempo. Não faça como Marina Silva. Seja você mesmo, e mantenha a sua imagem sempre respeitada.

Dica de profissional tá certo? Não busque ser o que não é, trabalhe seus projetos de comunicação de imagem com a sua essência, isso garante o seu sucesso sempre.

* Escrito por Salvador Neto, consultor estratégico em comunicação, planejamento e gestão de comunicação, marketing, assessoria de imprensa, mídias sociais e conteúdo. Tem mais de 20 anos de serviços prestados em assessoria de imprensa em vários segmentos, já enfrentou crises de imagem das brabas, e conhece como poucos a comunicação em diversos segmentos econômicos no país!

Fuja do “achismo”

O "achismo" grassa em empresas e organizações. Fuja dele!

O “achismo” grassa em empresas e organizações. Fuja dele!

Uma das modalidades mais utilizadas na comunicação de empresas e organizações em geral é o achismo. Você não sabe o que é? Nunca ouviu isso em reuniões intermináveis para se descobrir a solução final de problemas em sua empresa? Achismo, dizem os dicionários, é a tendência em avaliar as situações segundo as próprias opiniões ou intenções, muitas vezes sem justificação. Opiniões, eu tenho a minha, você tem a sua. Intenções, todos têm, dependendo do que se deseja obter. Agora, justificar a sua proposta é um caminho um pouco mais duro, e depende muito do background do profissional.

O achismo é uma das fontes mais fecundas dos fracassos em projetos de comunicação mundo afora. Na política, assessores vivem achando tudo, sobre tudo, e com base nisso decidem rumos que não poucas vezes levam lideres políticos à ruína. Nas finanças, achar que a inflação, o cambio, os juros, vão subir descer, cavam rapidamente a falência. Nas empresas em geral, lançar produtos e serviços com base no achismo carreia milhões para ralos dos mais diversos, causando perdas incalculáveis para a imagem das empresas, e claro para o bolso dos sócios e acionistas.

Pesquisas, pesquisar dados estatísticos, tendências, estratégias, ter uma leitura do mundo como um todo, isso tudo e mais um pouco deve ser feito com prioridade. Experiência é fruto de tentativas, e aí erros e acertos. Essas vivências é que determinam o conhecimento, aliado a pesquisa, embasamento em bases sólidas. Fuja de mágicos que oferecem o santo graal para a cura de todos os males da empresa. Não dê ouvidos a quem acha muita coisa, mas pouco tem de base concreta para afirmações que levam a decisões estratégicas. Aposte em quem pensa, e planeja. Os resultados serão infinitamente superiores ao time dos achistas.

Boa Comunicação = planejamento + investimento

comunicacaoplanejamentosalvadornetoMuitos empresários e empreendedores incorrem no mesmo erro quando saem a campo para tornar seus negócios e produtos conhecidos. O senso comum de que todo mundo conhece de comunicação empurra a todos para perdas financeiras do seu investimento, e por vezes, arranhões irremediáveis na imagem construída, ou que ser quer fazer conhecida. A fórmula correta para atingir seus objetivos de comunicação, ou marketing, como preferir, está na fórmula do título deste artigo.

Em tempos de mudanças radicais na forma de se comunicar, os meios digitais crescem rapidamente como mídias para atingir seus públicos, é importante salientar algumas dicas para que você não jogue dinheiro fora, e mais, faça do seu investimento uma catapulta para o sucesso. Confira:

1 – Planeje, planeje, planeje: antes de colocar dinheiro em materiais gráficos, mídia eletrônica, digital, impressa, sente e planeje com seus líderes. Nada melhor que investir tempo e massa cinzenta nos seus objetivos, públicos que pretende atingir, metas, definir e saber quem e quais são seus concorrentes, entre outros temas importantíssimos. Com base nisso, você saberá mais sobre a sua empresa ou negócio, produto, e detalhes do público, mercado.

2 – Analise os cenários: no processo de planejamento você precisa também olhar para os cenários econômicos, governamentais, políticos, mercadológicos, avaliando todos os dados disponíveis, debatendo com sua equipe a realidade, não o que vocês pensam ou acreditam. Pragmatismo é fundamental nessa hora.

3 – Defina objetivos claros: observe todos os dados postos à mesa, e coloque seus objetivos gerais e específicos de forma direta e clara. Isso deve ser feito com base no que foi captado nos dois passos anteriores, haja vista que tudo deve ser sinérgico, sincronizado com as análises anteriores.

4 – Público alvo: o time também deverá decidir quais são efetivamente seus públicos-alvo, de acordo com os dados colhidos, e adaptados a cada serviço, produto da empresa. Afinal, cada um deles deve ser desejável a um grupo de pessoas, ou empresas. Se forem grandes ou médias empresas, um público. Se forem jovens, idosos, pessoas com deficiência, outros públicos completamente diferentes.

5 – Ações: com base nos públicos-alvo definidos, análises de cenários, objetivos, metas, concorrência, aí sim você poderá decidir o que fazer, como fazer, onde fazer, para quem fazer, de que forma fazer e quando fazer os investimentos em comunicação e marketing. Você se surpreenderá com o aparecimento de tantos canais disponíveis para comunicar. E investirá com muito mais garantia de retorno.

Jamais deixe que a pressa atropele o planejamento estratégico da comunicação. Jamais confie sua comunicação, planejamento e execução a inexperientes, estagiários, porque a forma amadora de fazer negócios leva a prejuízos consideráveis. Com base nesta peça, que deve ser feita de forma participativa com os setores da empresa e seus líderes, seus negócios atingirão os objetivos com uma relação custo-benefício boa e eficaz. Um dos serviços mais procurados pelos clientes da Salvador Neto Comunicação é o plano estratégico. E sabe por quê?

Porque é o caminho correto diante da encruzilhada que o empresário ou empreendedor encontra para viabilizar sua empresa ou produto. Nenhum vento ajuda se você não sabe para onde ir, já diz o velho ditado. Não se deixe levar por visitas de vendedores de mídias, mágicos da propaganda e publicidade. Antes, planeje, planeje, planeje, Avalie, planeje novamente. Você terá muito mais sucesso. Conte conosco!

  • Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.