Assessoria de Imprensa – Qual a melhor forma de contatar um jornalista?

SalvadorNeto-Comunicacao-assessoria-de-imprensa-jornalistas-redação-novas-tecnologias-redes-sociaisNa busca por oferecer conteúdo relevante aos nossos leitores, apoiadores, clientes, fornecedores, admiradores, publicamos aqui matéria importante sobre a nova relação entre assessorias e assessores de imprensa com os jornalistas de redação, portais e outros meios de mídia. O conteúdo é do Comunique-se.

Com as novas tecnologias, que sempre se inovam, esta relação tem várias nuances, e principalmente, podem ajudar ou complicar a vida dos assessores de imprensa. Leia, comente, compartilhe:

A comunicação entre as pessoas — incluindo jornalista e assessor — está mudando, uma vez que ela se adapta às constantes inovações tecnológicas e crescimento contínuo do uso das redes sociais. Para se ter uma ideia desse boom, Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, anunciou recentemente que a rede social atingiu a marca de 2 bilhões de usuários. O fundador da empresa declarou que “nós fizemos um grande progresso conectando o mundo, e agora vamos fazer o mundo ficar mais próximo”.

Por se tratar de profissionais de comunicação, as plataformas digitais — Twitter, Whatsapp, Facebook, E-mail — são para eles importantes meios e excelentes oportunidades para divulgarem o trabalho e estabelecerem novos contatos.

Com o intuito de buscar o entendimento da relação entre jornalista e assessor no cenário atual, o Comunique-se realizou uma pesquisa com cerca de 400 jornalistas. Os números apresentados tornaram-se valiosos, pois ajudaram o assessor a entender o que se espera dele, quais são as falhas que estão havendo na comunicação entre as áreas e como o foco no meio digital alterou a forma como as relações se dão.

Resultados e entrevistas
Através dos resultados foi possível perceber que existe uma necessidade de aproximação e fortalecimento da relação com o assessor, incluindo as redes sociais como um meio para ser explorado com tal finalidade. A jornalista Joice Hasselmann, apresentadora do programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, comentou sua preferência em ser contatada e explicou o motivo com base em sua experiência ao longo da carreira.

“Eu acho que o telefone ainda funciona bem. Eu vou te dar um exemplo. Só na minha caixa de entrada eu tenho 26.785 e-mails, o que é uma loucura porque muitas pessoas descobrem nosso contato por ser uma pessoa público, e você tem todo tipo de contato, aqueles que são fãs, os que não gostam de você ou o assessor. Eu tenho uma assessoria que me ajuda, mas mesmo assim fica difícil fazer essa triagem. Então o bom e velho telefone é muito bom. Whatsapp eu acho que é sensacional, porque está ali na hora, se você não responder a pessoa te chama de novo, se você não visualizou ela te chama de novo, pega no seu pé, então é bem útil”, comentou Joice, que em 2017 ganhou o prêmio “Troféu Influenciadores Digitais 2017″ pela Revista Negócios da Comunicação.

Assim como Joice Hasselmann, 89% dos jornalistas responderam que tendem a aceitar ou adicionar assessores no WhatsApp. Portanto, é perceptível que a construção de um relacionamento de influência não se trata de apenas qualificar segmentações e enviar releases. As assessorias podem tentar se apresentar e estreitar relacionamento de uma maneira natural.

Um estudo divulgado pela Newhouse School of Public Communications, da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos, detectou que 70% dos jornalistas usam as redes sociais para estabelecer um contato maior com assessores de imprensa.

Abordagem nos primeiros contatos
Quando ainda não existe uma relação entre os profissionais, os jornalistas preferem um contato menos invasivo. Por isso, a preferência, quase unânime (91%), é pelo e-mail como melhor meio de receber um release. A partir do instante em que há uma proximidade maior, 61% dos jornalistas têm melhor aceitação de follow-up, por exemplo.

Poliane de Campos Brito, assessora da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), conversou com o Comunique-se explicando a abordagem que realiza com os jornalista no decorrer do seu trabalho.

“Esse contato vai depender da relação com o jornalista. Se você já tem o jornalista no Facebook, por que não contatá-lo por lá? Se em outras ocasiões você trocou mensagens com ele por WhatsApp, também pode realizar a abordagem por lá. Assim como outras redes sociais pode funcionar bem. A maioria dos jornalistas está à vontade para receber contato por qualquer um destes canais. Mas, se não existe um relacionamento anteriormente, comece enviando um e-mail para não ser inconveniente. Conforme for pegando intimidade, aí você passa a se comunicar por telefone. Ou seja, tudo depende do grau de relacionamento”, declarou Poliane, que já atuou na gestão de crises de empresas nacionais e internacionais.

Com base nisso, ressaltamos a importância do assessor saber se o jornalista está presente nas redes antes de realizar a abordagem. Um documento comercial da Cision, fornecedora de soluções de gerenciamento de mídia, examinou como os jornalistas estão usando as mídias. O artigo, publicado no portal americano Adweek, classificou-os em cinco tipos:

  • Arquitetos: grupo composto de jornalistas que acreditam que as redes sociais tiveram um impacto positivo na indústria e aconselham a utilização.
  • Promotores: acreditam que o uso mais importante para as redes sociais é a publicação, promoção, engajamento e monitoramento.
  • Caçadores: são os profissionais que passam duas horas ou menos usando as mídias sociais para o trabalho.
  • Observadores: eles minimizam sua presença nas mídias sociais e passam a maior parte do tempo observando conteúdos de leitura social de pessoas que seguem.
  • Céticos: são os profissionais que passam pouco tempo nas redes sociais e não estão convencidos dos benefícios que elas trazem para o trabalho.

    A pesquisa da Global Social Journalism Study, conduzida em parceria com a Universidade Canterbury Christ Church, constatou que os promotores representam a maioria nos EUA. Dos entrevistados, 92% disseram que a interação com o público é importante, bem como o monitoramento de atividades em outras mídias. De acordo com o relatório, os jornalistas estão mais ativos nas mídias, com um aumento notável na atividade rotineira.

Em uma comparação com 2013, algumas mudanças não foram tão positivas. Isso porque, apesar de mais jornalistas acreditarem que seu trabalho seria mais difícil sem redes sociais, poucos profissionais concordam que elas melhoram a produtividade. Além disso, os jornalistas também estão mais preocupados com os padrões, com 54% concordando que as mídias sociais prejudicam os valores jornalísticos tradicionais.

A jornalista Débora Bergamasco, que recentemente deixou a revista IstoÉ, onde atuava como diretora de redação da sucursal de Brasília, também se preocupa com os valores. Na visão da experiente profissional, o conteúdo informado ou divulgado pelo assessor é mais importante do que o meio de contato.

“O grande diferencial não é o modo de contato, mas sim o tema. Assessor bom e que ganha nossa confiança é aquele que tem informação de qualidade e nos dê informações exclusivas. Não importa se ele me procura por redes sociais, WhatsApp ou e-mail. Se não tiver uma informação relevante, não vai servir. Eu, por exemplo, trabalho principalmente com cobertura de política, mas recebo releases de tratamento de pele, de poetas e muitos outros. Ou seja, a mensagem não vai ter o efeito, porque não está direcionada no caminho certo”, opinou Débora, que no mês de agosto passou a escrever para a Época, da Editora Globo.Tendência de comunicação do assessor pelas redes sociais

Com o crescimento cada vez maior das redes e surgimento de novos canais de comunicação, a tendência, apontada por 49% dos profissionais de comunicação, acreditam na ampliação de networking através do social. Isso acontece pois a maior parte dos jornalistas vê nas redes uma oportunidade de conhecer e se aproximar dos assessores e assessoria de imprensa (88%) e não um meio de contato frio para releases, por exemplo.

A conclusão que podemos trazer é que o assessor deve construir ou fortalecer o relacionamento com o jornalista com sabedoria. Isso inclui, primeiramente, analisar se ele está presente e utiliza as redes. Depois, demonstrar valor compartilhando conteúdos relevantes, fazendo convite para eventos, marcações e desenvolvendo conversas naturais, seja no Twitter, Facebook, LinkedIn ou qualquer outra.

Como alertou Débora Bergamasco, a questão é saber entregar ao jornalista informações relevantes que o possibilite gerar bons conteúdos. A partir daí, o relacionamento vai fortalecer, gerando uma confiança maior no trabalho do assessor.

Qual o seu conteúdo?

Neste mundo digital, até o que é conteúdo muda rápido!

Neste mundo digital, até o que é conteúdo muda rápido!

Não é novidade para ninguém no mundo, principalmente do corporativo, de que a internet mudou e vai mudar ainda muito mais a vida, os negócios, a comunicação entre pessoas e negócios, as relações empresariais e interpessoais como um todo. A pergunta que fica é: qual o conteúdo que você oferece, ou ainda vai oferecer?

Quando falamos de conteúdo, invocamos a necessidade de pessoalmente a pessoa saber quem ela é, qual seu melhor talento, como ela se expressa e se vende ao mercado, ao mundo, entre outras coisas. Quando citamos conteúdo, também se trata de verificar no mundo corporativo se a empresa já se posiciona estrategicamente neste cenário midiático novo, no qual o seu cliente não é mais um mero recebedor de informações, promoções e coisas do gênero!

Conteúdo também pode ser analisado aqui sobre o aspecto do que sua empresa, ou você mesmo, está disponibilizando em seus sites, blogs, redes sociais. Que temas aborda, com que profundidade, qual o interesse público, ou do público? Quais formatos utiliza para que sua mensagem alcance o objetivo proposto. Aliás, você tem algum planejamento estratégico sobre tudo isso?

O fato é amigos e amigas, que neste mundo que muda a cada minuto, o conteúdo deixou de ser apenas o que você publica, com que texto, foto ou periodicidade. Mais que isso, conteúdo é a qualidade, o formato, e fundamentalmente, que o que divulgar ou vendes tenha efetivamente verdade e compromisso. Pense nisso!

* Salvador Neto é jornalista, empreendedor, coach em comunicação, marketing, liderança e carreira. Enfrentou muitas barras pesadas na vida até aqui, e continua enfrentando. Se vendendo como é. 

Fique ligado! Google muda algoritmo para priorizar internet móvel (mobile)

Empresas e empreendedores devem avançar na comunicação móvel (mobile)

Empresas e empreendedores devem avançar na comunicação móvel (mobile)

O Google atualizou o algoritmo de sua ferramenta de busca para priorizar resultados de sites adaptados à leitura e visualização em dispositivos móveis. Desta forma, quando pesquisas forem realizadas através de telefones celulares, os primeiros resultados serão os de páginas formatadas para estes aparelhos.

Tal alteração acabará por punir os sites que não foram pensados para aparelhos móveis. Especialistas da área batizaram a medida de “mobilegeddon” por causa dos efeitos apocalípticos que ela poderá ter para milhões de sites.

Nos últimos anos, o tráfego online proveniente de celulares e tablets tem aumentado em números substanciais, e a ação tomada pelo Google tem em vista essa realidade.

“À medida que mais pessoas utilizam aparelhos móveis para acessar a internet, o nosso algoritmo tem que se adaptar a esses padrões de utilização”, dizia uma declaração, postada em fevereiro, no blog da empresa.

Adaptação
Uma das consequências da mudança será que sites com texto muito pequeno para ler em telas de celulares, ou cujos links não abrem facilmente com um toque na tela, serão obrigados a se adaptar se quiserem aparecer nas primeiras páginas de resultados do Google, algo necessário para conseguir um bom número de acessos.

De acordo com o Google, a mudança não afetará pesquisas feitas a partir de tablets e desktops, apenas através de celulares. Porém, atualmente, a quantidade de tráfego gerado a partir de aparelhos móveis consiste em cerca de 50% do tráfego mundial, número que tende a crescer nos próximos anos.

Para facilitar a adaptação à medida, o Google anunciou os planos para alterar a forma como o algoritmo funciona há dois meses e postou um guia explicando como os desenvolvedores poderiam se adaptar a tempo para a mudança.

Com informações do Observatório da Imprensa

Facebook: Cerca de 70% dos usuários ativos da rede social informam-se por ela diariamente

Redes Sociais mudam a cara do jornalismo e do consumo da informação

Redes Sociais mudam a cara do jornalismo e do consumo da informação

Quando a internet começou a ser disponibilizada comercialmente para a população brasileira, na segunda metade da década de 90, surgia a principal revolução midiática da história capaz de romper com as estruturas tradicionais de disseminação da informação predominantes até então.

Assim, entramos no século 21 com o ambiente virtual modificando consideravelmente os hábitos de consumo de conteúdo. Vimos nascer redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook, sites de vídeos, como YouTube, e programas de chat, como Messenger e Skype, além de milhares de blogs e sites, elevando a web a um patamar ímpar na circulação de informação.

Tantas ferramentas de liberdade e empoderamento começaram a preocupar os grupos de comunicação que reinavam há décadas como os únicos detentores legítimos do papel de informar.

 

ranking_noticias_facebook

 

Pois bem, o gráfico acima, produzido pela Quartz – agência norte-americana que divulga notícias sobre a nova economia global – mostra o ranking mundial dos países que mais consomem notícias por meio do Facebook.

O Brasil aparece em primeiro lugar, com 67% de sua população buscando informação, prioritariamente, na rede social. Também ocupamos a liderança na utilização do Facebook para fins diversos, com 80%.

Algumas pessoas arriscarão dizer, precipitadamente, que a formação educacional precária da sociedade brasileira contribui para um cenário de superficialidade informativa, uma vez que países como Alemanha, França e Japão possuem índices baixos de buscas de notícias pelas redes sociais. Ou seja, em vez de ler uma revista semanal ou abrir um jornal, o brasileiro recorre aos meios digitais, práticos e acessíveis na palma da mão, e acaba esbarrando com frivolidades e informações inconsistentes.

Uma comunicação mais horizontal
Indubitavelmente, em meio a milhares de posts, páginas, blogs e sites, o ambiente virtual está repleto de conteúdos que não seguem uma apuração crítica. De outro modo, isso não quer dizer que não existam produções independentes com qualidade superior à de muitos jornais, telejornais e revistas.

Diante desse cenário, a discussão dentro dos veículos de comunicação precisa ser em torno da reinvenção das técnicas jornalísticas e a eficaz apropriação da internet e das redes sociais. Até para se sustentarem como modelo de negócio, as empresas precisam aceitar que insistir na manutenção do conservadorismo é empurrar o jornalismo para uma crise ainda mais dramática.

Diferentes estudos já haviam evidenciado a transformação do fluxo informativo neste país cada vez mais conectado. A pesquisa “Democratização da Mídia”, divulgada em 2013 pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (NEOP) da Fundação Perseu Abramo, mostrou que a internet é a fonte primária na busca de informações e notícias para 68,6% da população.

Já o estudo Trust Barometer 2015, elaborado pela empresa de relações públicas Edelman Significa, revela ainda que, no Brasil, as ferramentas de buscas na internet aparecem em primeiro lugar em nível de confiança.

Vale ressaltar, no entanto, que o Facebook, assim como o Google, não é um produtor de conteúdo, mas sim, um disseminador de materiais elaborados por terceiros. Dessa forma, o Facebook funciona como um feed de notícias, grande parte delas proveniente da própria imprensa tradicional. Dessa forma, então, as pessoas estariam utilizando somente outro caminho para chegarem às mesmas fontes, certo? Errado.

A internet possibilita uma nova lógica do fazer jornalístico, por meio de uma comunicação mais horizontal. Se, por um lado, ela permite que qualquer cidadão seja produtor de informação, por outro não é mais necessário que os jornalistas profissionais estejam dentro de uma redação de um veículo da grande imprensa, com todas as suas barreiras, para “produzir e disseminar conteúdo – e até prosseguir nas histórias ignoradas pela mídia tradicional” (VIANA, 2013, p. 17).

Imprensa tradicional não acompanha o dinamismo
Apesar de muitos veículos utilizarem – inadequadamente – as redes sociais para divulgarem seus materiais, eles concorrem com a diversificação das fontes independentes, grande trunfo do sucesso da informação online.

Ao contrário do que ocorre na imprensa tradicional, múltiplas vozes gritam no âmbito da web, atraindo um público que está continuamente em busca de representatividade, interação e de uma informação mais personalizada.

Prova disso é o surgimento, cada vez mais comum, de coletivos autônomos de comunicação. Sites, blogs e páginas em redes sociais voltadas para cidades, bairros e até favelas proliferam-se pelo país e desempenham uma função de divulgadores de uma realidade que nem sempre encontra espaço nos principais jornais.

Com isso, a imprensa brasileira vem perdendo força ao longo dos anos e, em 2015, chegou à penúltima posição em nível de credibilidade, como aponta o estudo Trust Barometer. Já o último lugar dessa lista foi conquistado pelo governo.

Perante esses dados, talvez seja possível concluir que o brasileiro encontrou, enfim, na internet uma comunicação em rede e personalizada, com conteúdos que dialogam com a sua realidade. A imprensa tradicional ainda não acompanha esse dinamismo e “em vez de ver a web como um novo meio, com características próprias, as empresas tradicionais a encaram como uma nova ferramenta para distribuir conteúdos, originalmente produzidos em outros formatos” (ALVES, 2006, p. 94).

Não há uma fórmula consolidada
Jornais, telejornais e revistas tornam-se, assim, um pacote limitado de notícias pré-selecionadas, baseando-se em critérios subjetivos de relevância. A crescente busca por informações nas redes sociais impõe uma urgente adaptação dos métodos de trabalho.

“Na lógica que a internet está criando, não tem sentido que eu escute algo que não escolhi. Se vou escutar um pacote de notícias, será um pacote que eu forme, de acordo com meus interesses, para ser consumido na hora que eu quiser, onde eu quiser” (ALVES, 2006, p. 97).

O caminho está aberto e a revolução tecnológica a todo o vapor. Não há diretrizes certas ou erradas a serem ou não seguidas, o que há são profissionais tateando e tentando compreender os rumos do jornalismo na era digital, seja na televisão, no rádio ou no jornal.

O que já se sabe é que a participação ativa que a internet confere ao público levará ao descobrimento de novos padrões para o exercício da profissão. Ainda não há uma fórmula consolidada, mas, sem dúvida, o público terá um papel fundamental nas decisões desses padrões daqui para a frente.

Bibliografia
ALVES, Rosental Calmon. (2006) “Jornalismo digital: Dez anos de web… e a revolução continua”. In:Comunicação e Sociedade. v. 9-10. pp. 93-102

VIANA, Natalia. (2013) “O WikiLeaks e as batalhas digitais de Julian Assange”. In: Cypherpunks. São Paulo: Boitempo. pp. 9-18

Pesquisa Edelman Trust Barometer 2015, elaborada pela empresa de relações públicas Edelman Significa. Disponível em: http://pt.slideshare.net/EdelmanInsights/2015-edelman-trust-barometer-global-results?related=1

Pesquisa Democratização da Mídia 2013, elaborada pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (NEOP), da Fundação Perseu Abramo. Disponível em:http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/fpa-pesquisa-democratizacao-da-midia.pdf

*** Artigo escrito por Paulo Roberto Junior que é jornalista, atualmente trabalhando no jornal O Globo

Twitter decide inserir botão “comprar” em posts

salvadornetocomunicação-Twitter-comprar-mídiassociaisO Twitter vai trabalhar em conjunto com a plataforma de pagamentos online Stripe. A startup vai colocar um botão “comprar” nos tweets, para que os usuários possam fazer o pagamento e o envio de produtos sem sair da rede, seja no site ou no aplicativo.

De acordo com as informações do site Venture Beat, a novidade está sendo preparada para ser lançada até o fim do ano, possivelmente em tempo para impulsionar as vendas para o natal.

As empresas que desejam vender os produtos dessa forma devem formar parceria com a Stripe para configurar os sistemas de cobrança. Até o momento, a plataforma foi a única mencionada, mas é possível que outras companhias de comércio eletrônico possam se unir ao grupo no futuro.

O recurso está sendo planejado e negociado há meses, mas o acordo foi concluído recentemente. Stripe recebeu um financiamento de US$ 80 milhões em fevereiro, quando anunciou que poderia lidar com mais de 130 moedas e passou a operar de maneira global.

Do Comunique-se

Marketing Eleitoral e Mídias Sociais nas eleições de 2014

Candidatos devem investir com profissionalismo no marketing digital

Candidatos devem investir com profissionalismo no marketing digital

Ainda em fase de organização de equipes, estratégias e planos, a campanha eleitoral deste ano promete ser um divisor de águas entre as estratégias tradicionais e as digitais. Assim como já em 2012 nas eleições municipais, que foram decididas nos detalhes dos embates nas mídias sociais, o resultado das urnas em 2014 vai depender do que cada campanha realizar também nos meios digitais. É verdade que o corpo a corpo, o contato físico e social com os eleitores é fundamental, mas desprezar a comunicação digital poderá ser fatal para as pretensões dos candidatos.

Não vamos falar aqui do case Obama. Vamos falar do que temos no Brasil, um país vasto para a ação de marketing digital, mas ainda fraco em engajamento politico permanente como se faz nos EUA. E isso é determinante. Não há formulas magicas, há trabalho, pesquisa, diagnóstico correto e definição de ações que atinjam os públicos alvos de forma séria, responsável, objetiva, alinhadíssimas as realidades existentes no meio físico. Afinal, marketing é criar as condições para uma venda eficiente, com base no que existe de verdade a oferecer. Na área digital não é diferente.

O candidato que colocar todas as suas fichas nas mídias tradicionais tende a correr um sério risco. Porque o público jovem está nas mídias sociais. Porque sua mensagem chega a milhares de eleitores em segundos, sem gastar recursos naturais (panfletos/jornais = menos árvores), e de forma viral, engajando milhares em uma comunicação moderna. Como sempre defendemos em nossa agencia, planejar é o primeiro passo. Define, separadamente, os planos tradicional e digital. Cada qual tem suas ferramentas, e que devem ser escolhidos de acordo com os públicos-alvo, cenários pré-existentes, e em sinergia com os momentos de campanha.

Nada de colocar nas mãos de assessores sem capacitação sua comunicação digital. Monte equipes separadas para gerir sua comunicação eleitoral. Se você planejar bem, certamente terá somente uma equipe trabalhando, e somente no digital. Utilizar as mídias Facebook, o Twitter, o Youtube e o Google + será imprescindível. Criar conteúdos específicos também. E uma estratégia especial para a reta final dias antes das eleições e do voto, é tarefa que pode garantir o mandato tão desejado. Se preparar para atos de guerrilha digital contrários é determinante. Email marketing deve ser utilizado sempre para já eleitos, e na campanha de forma comedida. Mensagens via celular, é tiro no pé.

Há ferramentas como o Google Adwords, Facebook Ads, entre outras, que podem e devem ser utilizadas em fases de pré-campanha para atrair gente interessada em debates estratégicos para a vida de todos. Afinal, se ainda não somos um país tão consciente do ponto de vista politico, temos avanços no uso das mídias digitais como arma de conquista de corações e mentes desde as eleições de 2002. Nossa dica fundamental: não se descuide do marketing digital, e planeje, planeje. Desta forma a conquista dos votos será mais eficiente. E consciente.

* Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.

A assessoria de imprensa 2.0

Assessoria de imprensa cada vez mais profissional exige capacitação digital

Assessoria de imprensa cada vez mais profissional exige capacitação digital

Um dos profissionais mais requisitados por empresas e organizações para gerenciar e produzir conteúdos dos seus negócios, e mediar as relações com a mídia, é o assessor de imprensa. Cargo geralmente ocupado (e deveria ser assim sempre) por jornalistas formados e diplomados é daquelas funções de confiança imprescindíveis para a gestão das empresas. Por quê? Porque gerir comunicação interna, externa, com stakeholders, sociedade, público e ainda com a mídia é o coração dos negócios. Quem ainda não descobriu isso, ou não apostou, corre sérios riscos.

Antes função que exigia dos jornalistas assessores a busca por notícias da empresa, a pesquisa, elaboração dos textos e envio de relises (texto redigido em formato jornalístico) aos colegas dos meios de comunicação tradicionais, hoje exige muito mais. Nos tempos atuais em que o digital ocupa corações e mentes da sociedade, e muito mais dos meios tradicionais da mídia com jornais, TVs e rádios, a assessoria de imprensa vai mais além. Ela precisa hoje estar conectada nas redes e mídias sociais; interagir com os públicos do cliente e jornalistas de redações de portais e sites noticiosos, colunistas, em tempo real. Uma transformação gigantesca.

A assessoria de imprensa moderna precisa oferecer além do presencial e físico, a consultoria na otimização da busca orgânica (SEO), criar podcasts, áudios de entrevistas com seus assessorados para disponibilizar as rádios o conteúdo, produzir vídeos-relises, apresentações para as mídias disponíveis como Youtube, Facebook, Slideshare, ou seja, construir um novo relacionamento com os meios de imprensa, cada vez mais enxutos em suas redações, e mais exigentes ao preencher seus espaços noticiosos seja nos meios impressos ou digitais. Mais que um executor capacitado, o assessor de imprensa ou assessoria de imprensa precisa ser um magnífico gestor, consultor e estrategista em todos os meios, notadamente o digital.

Além da inteligência e do ótimo texto redigido tecnicamente, objetivo, claro, conciso, a assessoria de imprensa moderna exige novas capacidades dos profissionais e empresas prestadoras deste serviço: a capacitação para uso das ferramentas digitais aliada à visão estratégica dos mercados em que seus clientes atuam. E mais que nunca é preciso planejar com ainda mais competência para identificar os problemas de comunicação, as oportunidades que representam, para sobreviver no segmento de assessoria, e ganhar a confiança das empresas. Assessoria de imprensa que já era fundamental aos negócios, passa a ser prioridade a todas as empresas que desejam o topo.

* Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.