Inovação: Tenha a sua Governança da Comunicação

Não importa o que digam, o que formulem em várias fórmulas de sucesso para os negócios, gestão pública, bons resultados para ONGs, a verdade é única: sem uma comunicação eficiente, não há sucesso. E como ter uma boa comunicação – o grande guarda chuva onde se abrigam marketing, mídias digitais, etc – se não existem processos claros e transparentes que sejam prioridade da gestão?

Estudei esta premissa ao longo da minha carreira profissional e na vida pessoal, e lá se vão 35 anos. Atuei em todos os segmentos da economia, no setor privado e público. Trabalhei em pequenos negócios, fui sócio de empreendimento, ganhei expertise em multinacionais como Coca Cola e Pepsi Cola. Estive em cargos no Legislativo e Executivo, conheço bem a máquina pública. Fui assessor e consultor em comunicação para líderes políticos, empresários, campanhas eleitorais. Sou voluntário em ações sociais, inclusive participando de diretorias, campanhas e outros.

Portanto, nesta trajetória tive experiências das mais diversas. Geri inúmeras crises de imagem, comerciais, administrativas. Posso garantir que em quase todas, erros de comunicação ou precipitaram insucessos, geraram grandes crises, criaram embaraços em equipes de trabalho. Em quase todas o líder, o comandante, não colocava a comunicação eficaz como a prioridade das prioridades. Não compreendiam, com ainda muitos gestores e líderes não compreendem, que ao comunicar bem, você garante os pilares que sustentam seu sucesso.

Criei então, a partir de todos estes estudos práticos, e técnicos em estudos da comunicação, o método “Governança da Comunicação”, um conjunto de processos e regras com metas claras e factíveis que necessariamente precisam contar com a participação de “TODOS” da organização, e que visam garantir exatamente isso: a comunicação objetiva, eficaz, direta, transparente para evitar ao máximo os ruídos com os públicos envolvidos. Quanto mais estável a comunicação, mais estável a gestão.

Na visão da “Governança da Comunicação” o ato de se comunicar bem é fundamental para o sucesso do empreendimento, seja ele público, privado, social. Para que se estabeleça a Gov-Com são necessários vários passos, e desde o primeiro e fundamental: a decisão da liderança. Sem ela, nada acontecerá. Há que se ter a crença real de que a comunicação é o leme que dará a sustentabilidade da navegação aos negócios.

Quando todos sabem clara e transparentemente sobre o negócios, sua missão, objetivos, metas, produtos, erros e acertos, e compreendem de forma transparente como funcionam os processos internos e externos, os resultados são surpreendentemente melhores que outros lugares onde a prioridade é somente o lucro, o produto, imagem. A Governança da Comunicação é a inovação que dá sustentabilidade e longevidade a qualquer empreendimento, projeto ou missão.

Quer saber mais ou deseja implementar o nosso método Gov-Com em seus negócios? Mande uma mensagem que teremos prazer em dialogar.

Salvador Neto
Criador do Método Governança da Comunicação (GovCom)

Lei Anticorrupção, Compliance e Comunicação: o que tudo isso tem a ver com você?

A nova lei exige uma comunicação de alto nível nas organizações

A nova lei exige uma comunicação de alto nível nas organizações

Você deve estar pensando: o que tem a ver corrupção, compliance (palavra estrangeira) e comunicação? Deve ser um artigo de um louco. Não, não é não! Vamos contextualizar você ao que desejamos com este texto. A Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) que entrou em vigor no fim de janeiro deste ano, exige do setor privado uma postura ética em relação a seu relacionamento com o setor público. A iniciativa ampara a administração contra práticas fraudulentas e ilegais, além de coibir atos de corrupção e qualquer conduta prejudicial para a administração pública. Coisa séria, seríssima.

Claro que é um avanço para o país, que se vê a todo momento – e agora em tempos de eleições mais ainda – frente a denúncias de casos em órgãos da administração pública em geral que envolvem, logicamente, empresas privadas. Contudo, a lei anticorrupção reforça a importância dos programas de compliance (que quer dizer programa de obediência às leis) criados pelas empresas para combater a corrupção. As que ainda não possuíam trabalhos estruturados nesse sentido, conforme a lei, tiveram seis meses para adotar essas mudanças organizacionais, e treinamento para seus funcionários. E aí é que começa o que desejamos alertar aqui.

Se os processos de comunicação das empresas, tanto internamente (colaboradores, diretores, gerentes, recursos humanos, projetos, vendas, etc) quanto externamente (setores públicos, fornecedores, prestadores de serviços, comunidade, etc), já não são tão efetivos por diversos motivos, o que se pressupões é que as dificuldades, e crises, podem ser ainda mais sérias do que foram até agora. Sim, agora, mais do que nunca a comunicação interna e externa têm de funcionar estrategicamente, planejadamente, e de forma altamente profissional.

Dadas as regras do jogo, é imprescindível que a empresa promova urgentemente um planejamento estratégico de comunicação abrangente, envolvendo todas as áreas do negócio. Todas as mudanças organizacionais previstas pela administração e departamentos jurídicos devem ser observadas, e conhecidas radicalmente, por todas as pessoas do público interno e externo. Ou seja, além de planejar, há que se treinar a todos para o novo mundo que está aí, batendo à porta das organizações. Entendem agora porque unimos no título deste artigo os temas Lei Anticorrupção, Compliance e Comunicação?

Cada novo processo que envolva essa mudança de cultura, a mudança organizacional do negócio, dever ser cuidadosamente comunicada. Cada pessoa, cada público merece um modo de receber tal informação para entender, absorver, compreender, debater e aí sim, colocar tais medidas em andamento. Tudo isso, inclusive o planejamento dos treinamentos a esses públicos, devem ser caprichosamente planejados, para que a execução seja primorosa, e o acompanhamento das métricas e objetivos sejam no mínimo ótimos. Não esqueçam que a lei é duríssima. Portanto, a comunicação tem de ser eficientíssima.

Mesmo assim, tomando-se providências especiais de comunicação para esse novo momento, erros podem acontecer, afinal onde há pessoas, há chance de erros deliberados, ou não. Por isso há que se deixar claro também no planejamento estratégico da comunicação os passos de assessoria de imprensa a serem tomados para estes casos, de extrema crise para a imagem da empresa. Já abordamos o tema em artigo recente (clique aqui). Portanto, se ainda não deu o devido valor à sua comunicação – o que já é um problema – e na sua rede de negócios em algum momento há o setor público envolvido (quase sempre), busque imediatamente aprimorar seus planos na área. Comunicar, treinar e prevenir é bem mais barato que remediar.

* Escrito por Salvador Neto, consultor estratégico em comunicação, planejamento e gestão de comunicação, marketing, assessoria de imprensa, mídias sociais e conteúdo. Tem mais de 20 anos de serviços prestados em assessoria de imprensa em vários segmentos, já enfrentou crises de imagem das brabas, e conhece como poucos a comunicação jurídica no país!

Ruídos na comunicação interna? Cinco dicas para ajudar você nesta luta!

Não deixe a sua empresa virar uma torre de Babel! Invista em comunicação interna já!

Não deixe a sua empresa virar uma torre de Babel! Invista em comunicação interna já!

João estava cuidando de um projeto especialíssimo. Estudava todas as nuances, objetivos, formas de coloca-lo em prática e gerar resultados para a empresa. Fechado em seu mundo, sem discutir saídas ou ações possíveis com colegas, e até chefias, chegou a uma encruzilhada. Nada vinha a sua mente. De outro lado, na mesma sala, Geraldo tocava outros projetos. Experiente, aberto a debates e troca de ideias, ele estava ali a poucos metros de João e com a solução! Mas nem um, nem outro, sabiam como compartilhar seus anseios na cultura da empresa. Muito tempo e dinheiro em horas, investimento que poderia ter sido melhor canalizado.

Esse e tantos outros casos acontecem diariamente nas empresas pelo mundo afora. A depender do segmento do negócio, mais problemas surgem na comunicação interna. Faltam investimentos em processos que viabilizem a troca de ideias, de notícias e informações. E não se trata apenas de criar grupos no Facebook, WhatsApp, Google. Trata-se de mudar a cultura existente internamente. De promover a abertura que possibilita a geração de insights, ideias renovadoras, de compreender que quanto mais comunicação aberta, compartilhada e disponível, melhores resultados a empresa alcança.

Veja algumas dicas que temos para encarar esses ruídos:

1)    Contrate um profissional: não ponha sua comunicação, qualquer que seja, para públicos externos ou internos, nas mãos de quem não tem a formação necessária. Busque no mercado quem possa apoiar a criação, o planejamento e até a execução do plano no dia a dia. Você quer resolver o seu problema? Então coloque em mãos profissionais. Quando você precisa de um médico, procura um administrador? Não, não é mesmo?

2)    Desafie sua equipe a pensar comunicação: reúna o time e faça uma grande tempestade de ideias. Abra geral para ouvir os problemas, as soluções. Não se feche a nada que vier dessa chuva. Organize tudo, avalie, diagnostique. Terá em mãos um tesouro.

3)    Planeje as ações: de posse de todas as informações que o time jogou à mesa, ponha a cabeça para funcionar. Analise o seu público, o espaço físico, as estratégias que tens para a empresa. Sistematize tudo em ações em ordem de prioridade.

4)    Eleja uma comissão de ação: crie um processo que eleja o grupo de gestão dessa comunicação interna. Eles têm a responsabilidade de colocar em andamento o plano produzido, avaliar o que acontece nos resultados, fazer a roda girar. Essa comissão deve ser mudada a cada período definido pela diretoria.

5)    Encontre a ferramenta certa: nas ações a serem executadas haverá certamente atividades internas, impressos, e claro, uso das mídias digitais. Encontre um sistema que seja adequado ao tamanho da sua empresa parar gerir, engajar e promover a circulação das informações de forma ágil e profissional.

Siga esses passos, e também sua expertise para encontrar o melhor caminho. Não deixe que a confusão na comunicação faça sua empresa naufragar. Sucesso!

* Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da agência Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), apresenta o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET Joinville (SC) (www.babitonga.tv.br) e é profissional com mais de 20 anos de atuação na comunicação em diversos setores.