Arquivar 2015

Descubra o que é “storytelling”

Crie a narrativa e deixe seus clientes encantados

Crie a narrativa e deixe seus clientes encantados

O consumidor navega na internet e é impactado pelos anúncios que pipocam na tela. Na TV, há comerciais antes, durante e depois de cada programa. No rádio, na rua, pelo celular ou via correio, as informações chegam a todo o momento. Nesse cenário caótico, é possível engajar o cliente de forma genuína, conquistando sua atenção? Descubra o que é storytelling e encontre a resposta.

Neste artigo, você vai descobrir como implementar essa técnica para impulsionar as campanhas de marketing e comunicação da sua empresa. Preparado? Então senta que lá vem história. Encantar e engajar os consumidores são os principais objetivos das empresas que aderem ao storytelling.

O que é storytelling
Como explica Marcília Urcini, líder de Engajamento para Marketing na Edelman Significa, a filial sul-americana da maior agência de relações públicas do mundo, o storytelling é definido como a capacidade de contar uma história.

“As pessoas fazem isso o tempo todo, e a verdade é que ele se tornou uma importante ferramenta para que as marcas possam se conectar com os seus consumidores de maneira mais eficaz”, explica.

Quando a informação se torna abundante, os consumidores ficam anestesiados : pouca coisa é impactante a ponto de comovê-los. É justamente aí que reside o diferencial do storytelling. “Contar uma história única e real é algo envolvente, que cria proximidade, simpatia, identificação e conexão”, argumenta Marcília.

A especialista aponta que a dificuldade de engajamento cria problemas para a construção da identidade da marca, e pode ser verificada em pesquisas com consumidores. “Os resultados da última edição do brandshare™ , estudo global da Edelman com foco em consumo, mostraram que as marcas não estão conseguindo criar relações mutuamente benéficas com seus públicos”, revela.

Dois terços dos participantes do estudo acreditam que os relacionamentos com as marcas são unilaterais e de valor limitado . Além disso, para 70% dos consumidores, a única razão pela qual as marcas buscam o relacionamento é aumentar o próprio lucro.

“Isso nos mostra que as pessoas querem, cada vez mais, uma troca de valor efetiva , que requer comprometimento por parte das marcas”, analisa Marcília. A conclusão é de que as empresas devem ter mensagens claras e precisam se manter abertas aos diálogos, já que, segundo ela, o consumidor deseja ser co-autor das histórias.

Um dos melhores exemplos para ilustrar essa forma de interação foi a campanha realizada pela Lego em 2012. Para encantar seus clientes e celebrar seu 80º aniversário, a empresa criou uma animação para contar a origem do brinquedo e abordar as tentativas, erros e acertos da família Christianse.

Como apostar no storytelling
Listamos, a seguir, algumas ideias para você implantar o storytelling na estratégia de marketing da sua empresa. Confira:

– Atenção aos clientes
Aprenda com as histórias dos seus clientes e utilize-as, na medida do possível, para ilustrar a sua campanha de comunicação. Se você conseguir mostrar de que forma a sua empresa impacta a vida dos consumidores , ficará mais fácil atrair novos fãs.

– Direcione o conteúdo para o público-alvo
Quem é seu público-alvo? É ele que delimitará a linguagem e abordagem das suas histórias. Ao descobrir os problemas e as necessidades das pessoas que você pretende atingir, você consegue construir uma narrativa orientada.

– Seja coerente
Os consumidores recorrem a diversas fontes de informação para formar sua opinião, por isso é preciso contar a mesma história em todas elas. “É fundamental que a marca construa uma narrativa coerente, com mensagens consistentes nos diferentes meios de comunicação (mídia tradicional, híbrida, canais sociais e proprietários)”, aponta Marcília Urcini, da Edelman Significa.

Isso é especialmente importante porque, caso contrário, sua empresa perde credibilidade . “Os riscos que envolvem uma história que não existe são os de abalar a reputação, criar distanciamento e impactar negativamente uma relação que estava sendo estabelecida de forma emocional”, esclarece Marcília.

– Assuma a iniciativa
Para finalizar, a especialista afirma que é fundamental dar o exemplo e transformar o discurso em ações . “Para manter relações vivas, a marca deve compartilhar propósitos, valores e atitudes reais. Ela precisa ser e agir antes de comunicar. As pessoas esperam relevância, afetividade e verdade nessa troca”, explica.

Com informações do Terra.

A primeira tela é o seu lugar, está preparado?

Salvador-Neto-Comunicacao-artigo-linkedyn-primeira-tela-smartphone-marketingEmpresas e personalidades, grandes marcas, empreendedores de todos os segmentos, ainda investem milhares de reais e dólares – em alguns casos milhões – em publicidade, propaganda, exposição de marca ou conteúdo na TV, rádios, jornais, e claro, na internet em diversos sites, portais e outros.

Logicamente que a TV é um meio poderoso de comunicação da sua marca e negócio, mas você sabia que já há algum tempo, o tempo gasto em dispositivos móveis ultrapassou o tempo gasto com televisão?  Há estudos permanentes sobre a recepção das mensagens, e agora, a primeira tela é a do celular. Pelo menos é isso o que mostra um estudo da AdReaction, realizado pela Millward Brown.

Tem mais ainda! Você sabia que os brasileiros gastam em média 149 minutos no smartphone, contra 113 minutos em frente à televisão? Que os americanos dispensam 151 minutos no dispositivo móvel e 147 em frente à TV, e os chineses ficam 170 minutos nos aparelhos móveis e quase a metade do tempo na tradicional tela da TV? A pesquisa foi feita com mais de 12 mil donos de smartphones, entre 16 e 44 anos, de mais de 30 países diferentes (2014).

A pesquisa oferece outros dados importantes, como por exemplo que no Brasil, 61% das pessoas aceitam anúncios na TV, 38% aprova publicidade em conteúdo para computadores e apenas 29% dos usuários aceita publicidade para dispositivos móveis. Os índices de atenção seguem esse padrão, com 86% afirmam que prestam atenção em anúncios na TV, contra 63% nos dispositivos móveis, 53% em smartphones e 54% em tablets.

Mas o fundamental, em se tratando de boa presença digital é que os usuários em geral aceitam vídeos curtos, abrindo uma oportunidade para as empresas investirem em estratégias mobile, um meio que fica 24 horas grudado a seu usuário e já se tornou parte de sua vida. A população está conectada todos os dias, o dia inteiro, ao celular. E você, ainda está no site estático, sem interatividade com seu leitor, consumidor, cliente?

Se você e sua empresa já estão preparados com um site estratégicamente construído para rodar em meios móveis, está no caminho certo. Se ainda não colocou sua empresa neste patamar, corra porque a concorrência já está lá e não terá pena de você. Muito menos seus clientes, que já ao acordar encontram à sua frente a primeira tela, a do celular, tablets e afins.

Os profissionais de marketing digital e agências digitais tem todo o aparato tecnológico para apoiar sua presença na primeira tela. Detalhes sobre como, quanto e como você deve definir em um planejamento estratégico de comunicação que preveja essa e outras ações de acordo com seus produtos, serviços e conteúdos.

Posicione-se já, de forma pensada e planejada. Caso contrário, você pode perder espaços significativos neste mercado em constante mutação e modernidade. Conte conosco. (Com informações do Meio&Mensagem).

* Escrito por Salvador Neto, jornalista, cronista, consultor e diretor da Salvador Neto Comunicação e Marketing.

Twitter expande plataforma para ampliar alcance de anunciantes

Salvador-Neto-comunicacao-twitter-plataforma-anunciantesO Twitter apresentou na quinta-feira, 20, expansão da plataforma Twitter Publisher Network. Com a novidade, o produto passa a se chamar Twitter Audience Platform. O objetivo da atualização é que a ferramenta seja utilizada como forma simples e efetiva de anunciantes alcançarem mais de 700 milhões de pessoas dentro e fora da rede social.

Com as atualizações, os anunciantes poderão ter seus vídeos promovidos e campanhas de engajamentos de tuítes para a Twitter Audience Platform com um único clique.

“Muitos dos avisos de direcionamento usados no Twitter, como interesses, nome de usuário e palavra-chave, podem ser aplicados às suas campanhas por meio dos nossos aplicativos de parceiros”, informa a rede social.

Na nova plataforma, os tuítes promovidos poderão ser transformados em um dos formatos de anúncio disponibilizados pela empresa, incluindo vídeos, ads nativos, banners e interstitials (apresentado na tela sem que o usuário tenha pedido, como pop-ups). Além disso, foram adicionados botões call-to-action customizáveis, para ajudar a conduzir ações para os usuários desejados de modo mais eficaz.

Segundo a rede social, nos últimos meses foram obtidos excelentes resultados sobre como a Twitter Audience Platform ajudou os anunciantes a alcançarem bons resultados. As campanhas conduzidas por meio do microblog e da nova ferramenta duplicaram seu alcance e diminuíram o custo por engajamento em 30%.

“Além disso, um estudo de junho de 2015 que encomendamos à MediaScience mostrou que os consumidores — usuários do Twitter ou não — dedicaram 123% mais tempo aos anúncios da Twitter Audience Platform em comparação que nos interstitial ads tradicionais para celular. A pesquisa revelou também que os não usuários do Twitter que viram um anúncio na Twitter Audience Platform expressaram 11% mais opiniões positivas sobre a marca anunciante”, afirmam os responsáveis pela rede.

Com informações do Comunique-se

Negócios: Os 10 maiores erros de empreendedores ao escolher sócios

Salvador-Neto-comunicacao-empreendedorismoSeja no começo ou no meio de um negócio, em tempos bons ou ruins, uma questão é recorrente na trajetória de um empreendedor: devo ter ou não um sócio no empreendimento? Mais ainda: como escolher a pessoa certa?

Antes de tudo, é preciso estudar se um parceiro é algo realmente necessário dentro da empresa. Como ele irá dividir os lucros com o empreendedor, a ineficiência pode acabar custando caro.

“Se você acha que não tem custo nenhum, está errado. Quando você tem um sócio ruim, que não ajuda, a empresa anda para o lado ou para trás”, afirma José Balian, professor do curso de administração da ESPM e coordenador da Incubadora de Negócios da escola.

Depois de decidir que ter um sócio é um bom caminho para a empresa, vem a difícil tarefa de escolha do parceiro de negócios. Ter uma sociedade requer ainda mais comprometimento do que um casamento, segundo Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae de São Paulo. “Você irá ver seu sócio o dia inteiro, não só de noite, e durante todo o ano”, alerta.

Ainda que o sócio tenha atribuições definidas, ele não deve ser considerado um parceiro meramente pontual. “Ter uma sociedade é muito mais do que isso: é somar em capital, em conhecimento, em networking, em escalabilidade, entre outros fatores”, afirma João Bonomo, coordenador do Núcleo Acadêmico de Vocação Empreendedora do Ibmec/MG.

Veja, a seguir, os erros que os empreendedores mais cometem ao selecionar um sócio para o empreendimento:

1. Escolher um amigo ou parente
Quando o empreendedor resolve montar um negócio, muitas vezes ele pensa em constituir uma sociedade limitada. Sandra afirma que o acordo visa proteger o patrimônio dos sócios. “Se eu faço uma sociedade limitada, a responsabilidade, caso ocorra um problema com a empresa, cai sobre o capital social”, explica.

Se o empreendedor optar por não ter sócios e quiser, ao mesmo tempo, que seu capital próprio não seja comprometido, ele deverá montar uma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Mas, segundo a consultora, é preciso ter uma reserva no valor de cem salários mínimos.

Para evitar essa poupança, muitos optam por arranjar um amigo ou um parente e dar a essa pessoa uma participação ínfima na sociedade, só para ter um sócio. “O empreendedor convive muito bem com ele, mas apenas no social. Por ser alguém próximo, eles não se reúnem para discutir, com medo de perder o relacionamento. O abismo entre empreendedor e sócio fica cada vez maior”.

2. Confundir sócio com banco
Achar que o futuro sócio é apenas uma fonte de capital é outra falha muito comum. “Não temos que procurar um sócio só por dinheiro, mas sim por algo além disso. O sócio deve contribuir com o modelo de negócio que você está desenvolvendo: trazendo mais tração, clientes ou conhecimento”, diz Bonomo.

3. Ter um sócio para decidir por você
Por insegurança, muitas pessoas não gostam da ideia de tomar decisões e, eventualmente, errar sozinhas. Se o empreendedor procura um sócio apenas em busca desse apoio emocional, está cometendo um erro. “Se você tem medo de tomar decisões, faça terapia, mas não contrate um sócio só por isso”, alerta Balian.

4. Procurar um salva-vidas da empresa
Empreendedor e sócio devem se reconhecer como parceiros de trabalho. Sendo assim, esse novo integrante não é a solução de todos os problemas que a empresa tem no momento. “O sócio vem para somar. Não pense nele como a tábua da salvação do empreendimento”, aconselha Bonomo.

5. Querer alguém com habilidades parecidas
Na hora de procurar um parceiro, o empreendedor não deve procurar um reflexo seu. O sócio se torna importante quando ele complementa a atividade: ele deve ser arrojado se o empreendedor for conservador, ou um técnico se o dono do negócio tiver perfil de gestor, afirma Balian. “Quando ele tem o mesmo perfil, os problemas da companhia não se resolvem”.

6. Esquecer de olhar os princípios e a ética
Segundo Balian, o negócio não dará certo se o empreendedor trabalha de uma certa forma e o sócio se guia por outros valores. Noções como ética e princípios de trabalho devem ser as mesmas para ambos. Já pensou se cada um tem uma visão sobre sonegar impostos, por exemplo?

7. Arranjar um sócio que tenha outros objetivos
Em uma sociedade, duas ou mais pessoas se unem com o mesmo objetivo. A falta de alinhamento pode fazer com que a empresa não vá para frente. “Por exemplo, um quer vender o negócio, enquanto outro quer deixá-lo para o filho. Se vocês não alinharem os objetivos, o negócio não funciona”, afirma Balian.

Bonomo recomenda ter atenção em alguns elementos: se o sócio tem grande interesse na ideia da empresa; se ele depende dela financeiramente, tanto quanto o empreendedor; se ele tem o mesmo estilo de gestão; se ele pensa de forma similar e se ele complementa a empresa com boas estratégias.

“Muitas pessoas pensam em escolher um sócio porque ele pensa e age diferente. Na maior parte das vezes, isso não é bom, porque a empresa precisa de sinergia”, afirma.

8. Pensar em habilidades de curto prazo
Chamar um sócio porque ele vai ajudar a fazer uma determinada tarefa, como escalar a empresa ou fornecer um ponto comercial, é um erro grave. Os empreendedores costumam ver a vantagem que terão ao conseguir um parceiro e se fixam nela. “Ele deve pensar sempre no longo prazo e na perenidade do empreendimento, e não apenas em uma atividade”, diz Bonomo.

9. Deixar os papéis de cada um indefinidos
Achar que não é necessário definir quem cuida de cada área pode atrapalhar a empresa como um todo. “Cada um faz um pouco de financeiro e de recursos humanos, por exemplo, e acaba não fazendo nada”, afirma Sandra. Essa falta de clareza causa confusão nos funcionários, porque as ordens podem se sobrepor e gerar desrespeito à autoridade de um dos empreendedores.

10. Não discutir erros e acertos
Seguindo a mesma linha, a falta de reconhecimento de erros e acertos é um pecado que pode comprometer toda a empresa. Por isso, Sandra recomenda o hábito de ter uma reunião, pelo menos semanal, para discutir o que foi feito na empresa e como os problemas serão solucionados, para que os funcionários não recebam direcionamentos diferentes.

Com informações da Exame

Novas mídias ampliam o acesso ao patrimônio cultural

Salvador-Neto-comunicacao-novas-midias-sons-sinos-aplicativo-culturaPlataforma web interativa com conteúdo documental e aplicativo de celular com paisagens sonoras georeferenciadas.

Esses são alguns dos dispositivos do Som dos Sinos, projeto que busca mudar a forma com que moradores e visitantes de nove cidades históricas de Minas Gerais se relacionam com o toque dos sinos e o ofício do sineiro, bens culturais registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O repertório dos sinos é uma forma de comunicação secular. Há mais de 40 tipos de toques de sinos e, de acordo com a quantidade e ritmo das badaladas, os moradores ficam sabendo o que acontece na cidade, horários das missas e trabalhos a procissões e anúncios de mortes.

Nos dias atuais, a linguagem dos sinos tem sido substituída pelos meios de comunicação contemporâneos, mas se mantém em diversas cidades do interior, emocionando os moradores e encantando os turistas.

Com objetivo de difundir essa cultura, há quase dois anos, as documentaristas Marcia Mansur e Marina Thomé idealizaram o projeto que usa diferentes plataformas digitais.

Som dos Sinos é um projeto multiplataforma, pioneiro na utilização de novas tecnologias para divulgação do patrimônio imaterial brasileiro. Desde o início de maio, moradores, viajantes, internautas e curiosos de todos os tipos vêm experimentando diferentes produtos, dentro e fora do mundo virtual.

A proposta mais inovadora é o lançamento de um aplicativo para celular que funciona como um áudioguia a céu aberto no qual o usuário pode escutar diversos toques de sinos com GPS de localização para igrejas em nove cidades históricas de Minas Gerais. O aplicativo já está disponível para download gratuito na APP Store e na Google Play.

Outro produto, é o site com recursos de narrativa multimídia. Entre as sessões está Sons, uma onda animada que reúne mais de 100 faixas de áudio com toques de sinos, que podem ser baixados sob licença creative commons, e depoimentos da comunidade. Já a sessãoVideoCartas funciona de maneira interativa, o usuário escolhe uma sequência de vídeos e uma trilha sonora.

As opções serão processadas, junto a uma história que ele mesmo contará em forma de texto. Ao fim, o site gera um vídeo de 30 segundos que pode ser compartilhado pelo internauta. A sessão mais singular da plataforma é a Micro Histórias, onde o internauta poderá definir a sequência da história a cada clique.

O projeto vai além do online e propõe outras formas de experimentar o conteúdo, deslocando o universo das torres para um cinema a céu aberto itinerante. Som dos Sinos já passou por nove cidades mineiras, realizando projeções nas fachadas de igrejas em Tiradentes, São João Del Rei, Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Diamantina, Serro e Sabará. Cada cidade viveu o momento de uma maneira especial.

Além destes produtos, será lançado um documentário de longa-metragem. O filme passeia pelo universo simbólico da fé, do tempo e das cidades onde reverberam o som dos sinos. A ideia é que o filme percorra festivais do gênero e seja exibido em salas de cinema e na televisão.

As idealizadoras do projeto prevêem ainda a realização de novas intervenções. A ideia é passar por outras cidades coloniais brasileiras. Há também a proposta de circular com as projeções itinerantes em Portugal, com o objetivo de estabelecer um diálogo sobre a relação entre os sinos do Brasil e do país europeu.

O projeto tem o patrocínio de Eletrobrás e Furnas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet/ Ministério da Cultura.

Com informações do Iphan/MG

Fique ligado! Google muda algoritmo para priorizar internet móvel (mobile)

Empresas e empreendedores devem avançar na comunicação móvel (mobile)

Empresas e empreendedores devem avançar na comunicação móvel (mobile)

O Google atualizou o algoritmo de sua ferramenta de busca para priorizar resultados de sites adaptados à leitura e visualização em dispositivos móveis. Desta forma, quando pesquisas forem realizadas através de telefones celulares, os primeiros resultados serão os de páginas formatadas para estes aparelhos.

Tal alteração acabará por punir os sites que não foram pensados para aparelhos móveis. Especialistas da área batizaram a medida de “mobilegeddon” por causa dos efeitos apocalípticos que ela poderá ter para milhões de sites.

Nos últimos anos, o tráfego online proveniente de celulares e tablets tem aumentado em números substanciais, e a ação tomada pelo Google tem em vista essa realidade.

“À medida que mais pessoas utilizam aparelhos móveis para acessar a internet, o nosso algoritmo tem que se adaptar a esses padrões de utilização”, dizia uma declaração, postada em fevereiro, no blog da empresa.

Adaptação
Uma das consequências da mudança será que sites com texto muito pequeno para ler em telas de celulares, ou cujos links não abrem facilmente com um toque na tela, serão obrigados a se adaptar se quiserem aparecer nas primeiras páginas de resultados do Google, algo necessário para conseguir um bom número de acessos.

De acordo com o Google, a mudança não afetará pesquisas feitas a partir de tablets e desktops, apenas através de celulares. Porém, atualmente, a quantidade de tráfego gerado a partir de aparelhos móveis consiste em cerca de 50% do tráfego mundial, número que tende a crescer nos próximos anos.

Para facilitar a adaptação à medida, o Google anunciou os planos para alterar a forma como o algoritmo funciona há dois meses e postou um guia explicando como os desenvolvedores poderiam se adaptar a tempo para a mudança.

Com informações do Observatório da Imprensa

Facebook: Cerca de 70% dos usuários ativos da rede social informam-se por ela diariamente

Redes Sociais mudam a cara do jornalismo e do consumo da informação

Redes Sociais mudam a cara do jornalismo e do consumo da informação

Quando a internet começou a ser disponibilizada comercialmente para a população brasileira, na segunda metade da década de 90, surgia a principal revolução midiática da história capaz de romper com as estruturas tradicionais de disseminação da informação predominantes até então.

Assim, entramos no século 21 com o ambiente virtual modificando consideravelmente os hábitos de consumo de conteúdo. Vimos nascer redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook, sites de vídeos, como YouTube, e programas de chat, como Messenger e Skype, além de milhares de blogs e sites, elevando a web a um patamar ímpar na circulação de informação.

Tantas ferramentas de liberdade e empoderamento começaram a preocupar os grupos de comunicação que reinavam há décadas como os únicos detentores legítimos do papel de informar.

 

ranking_noticias_facebook

 

Pois bem, o gráfico acima, produzido pela Quartz – agência norte-americana que divulga notícias sobre a nova economia global – mostra o ranking mundial dos países que mais consomem notícias por meio do Facebook.

O Brasil aparece em primeiro lugar, com 67% de sua população buscando informação, prioritariamente, na rede social. Também ocupamos a liderança na utilização do Facebook para fins diversos, com 80%.

Algumas pessoas arriscarão dizer, precipitadamente, que a formação educacional precária da sociedade brasileira contribui para um cenário de superficialidade informativa, uma vez que países como Alemanha, França e Japão possuem índices baixos de buscas de notícias pelas redes sociais. Ou seja, em vez de ler uma revista semanal ou abrir um jornal, o brasileiro recorre aos meios digitais, práticos e acessíveis na palma da mão, e acaba esbarrando com frivolidades e informações inconsistentes.

Uma comunicação mais horizontal
Indubitavelmente, em meio a milhares de posts, páginas, blogs e sites, o ambiente virtual está repleto de conteúdos que não seguem uma apuração crítica. De outro modo, isso não quer dizer que não existam produções independentes com qualidade superior à de muitos jornais, telejornais e revistas.

Diante desse cenário, a discussão dentro dos veículos de comunicação precisa ser em torno da reinvenção das técnicas jornalísticas e a eficaz apropriação da internet e das redes sociais. Até para se sustentarem como modelo de negócio, as empresas precisam aceitar que insistir na manutenção do conservadorismo é empurrar o jornalismo para uma crise ainda mais dramática.

Diferentes estudos já haviam evidenciado a transformação do fluxo informativo neste país cada vez mais conectado. A pesquisa “Democratização da Mídia”, divulgada em 2013 pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (NEOP) da Fundação Perseu Abramo, mostrou que a internet é a fonte primária na busca de informações e notícias para 68,6% da população.

Já o estudo Trust Barometer 2015, elaborado pela empresa de relações públicas Edelman Significa, revela ainda que, no Brasil, as ferramentas de buscas na internet aparecem em primeiro lugar em nível de confiança.

Vale ressaltar, no entanto, que o Facebook, assim como o Google, não é um produtor de conteúdo, mas sim, um disseminador de materiais elaborados por terceiros. Dessa forma, o Facebook funciona como um feed de notícias, grande parte delas proveniente da própria imprensa tradicional. Dessa forma, então, as pessoas estariam utilizando somente outro caminho para chegarem às mesmas fontes, certo? Errado.

A internet possibilita uma nova lógica do fazer jornalístico, por meio de uma comunicação mais horizontal. Se, por um lado, ela permite que qualquer cidadão seja produtor de informação, por outro não é mais necessário que os jornalistas profissionais estejam dentro de uma redação de um veículo da grande imprensa, com todas as suas barreiras, para “produzir e disseminar conteúdo – e até prosseguir nas histórias ignoradas pela mídia tradicional” (VIANA, 2013, p. 17).

Imprensa tradicional não acompanha o dinamismo
Apesar de muitos veículos utilizarem – inadequadamente – as redes sociais para divulgarem seus materiais, eles concorrem com a diversificação das fontes independentes, grande trunfo do sucesso da informação online.

Ao contrário do que ocorre na imprensa tradicional, múltiplas vozes gritam no âmbito da web, atraindo um público que está continuamente em busca de representatividade, interação e de uma informação mais personalizada.

Prova disso é o surgimento, cada vez mais comum, de coletivos autônomos de comunicação. Sites, blogs e páginas em redes sociais voltadas para cidades, bairros e até favelas proliferam-se pelo país e desempenham uma função de divulgadores de uma realidade que nem sempre encontra espaço nos principais jornais.

Com isso, a imprensa brasileira vem perdendo força ao longo dos anos e, em 2015, chegou à penúltima posição em nível de credibilidade, como aponta o estudo Trust Barometer. Já o último lugar dessa lista foi conquistado pelo governo.

Perante esses dados, talvez seja possível concluir que o brasileiro encontrou, enfim, na internet uma comunicação em rede e personalizada, com conteúdos que dialogam com a sua realidade. A imprensa tradicional ainda não acompanha esse dinamismo e “em vez de ver a web como um novo meio, com características próprias, as empresas tradicionais a encaram como uma nova ferramenta para distribuir conteúdos, originalmente produzidos em outros formatos” (ALVES, 2006, p. 94).

Não há uma fórmula consolidada
Jornais, telejornais e revistas tornam-se, assim, um pacote limitado de notícias pré-selecionadas, baseando-se em critérios subjetivos de relevância. A crescente busca por informações nas redes sociais impõe uma urgente adaptação dos métodos de trabalho.

“Na lógica que a internet está criando, não tem sentido que eu escute algo que não escolhi. Se vou escutar um pacote de notícias, será um pacote que eu forme, de acordo com meus interesses, para ser consumido na hora que eu quiser, onde eu quiser” (ALVES, 2006, p. 97).

O caminho está aberto e a revolução tecnológica a todo o vapor. Não há diretrizes certas ou erradas a serem ou não seguidas, o que há são profissionais tateando e tentando compreender os rumos do jornalismo na era digital, seja na televisão, no rádio ou no jornal.

O que já se sabe é que a participação ativa que a internet confere ao público levará ao descobrimento de novos padrões para o exercício da profissão. Ainda não há uma fórmula consolidada, mas, sem dúvida, o público terá um papel fundamental nas decisões desses padrões daqui para a frente.

Bibliografia
ALVES, Rosental Calmon. (2006) “Jornalismo digital: Dez anos de web… e a revolução continua”. In:Comunicação e Sociedade. v. 9-10. pp. 93-102

VIANA, Natalia. (2013) “O WikiLeaks e as batalhas digitais de Julian Assange”. In: Cypherpunks. São Paulo: Boitempo. pp. 9-18

Pesquisa Edelman Trust Barometer 2015, elaborada pela empresa de relações públicas Edelman Significa. Disponível em: http://pt.slideshare.net/EdelmanInsights/2015-edelman-trust-barometer-global-results?related=1

Pesquisa Democratização da Mídia 2013, elaborada pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (NEOP), da Fundação Perseu Abramo. Disponível em:http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/fpa-pesquisa-democratizacao-da-midia.pdf

*** Artigo escrito por Paulo Roberto Junior que é jornalista, atualmente trabalhando no jornal O Globo

Telefonia Móvel – 42 anos depois da primeira ligação

Salvador-Neto-Comunicacao-Marketing-telefonia-movel-smarphones-midiasDia 3 de abril é comemorada a primeira chamada feita com um telefone móvel, realizada há 42 anos por Martin Cooper a seu maior concorrente no setor, Joel Engel, dos Bell Labs da AT&T, de uma rua de Nova York.

“Sabe de onde estou ligando?”, disse. Cooper, que ganhou o Prêmio Príncipe de Astúrias, estava na Sexta Avenida, em Nova York, prestes a conceder uma entrevista coletiva no hotel Hilton para anunciar que tinha acabado de fazer a primeira chamada da história com um telefone móvel.

O aparelho era um protótipo da Motorola chamado DynaTac 8000X. Pesava 794 gramas, tinha 33 centímetros de altura, incluindo a antena, e 8,9 centímetros de espessura.

O trambolho demorava 10 horas para ser recarregado, tinha bateria para apenas meia hora, e seu preço equivaleria hoje a 7.200 euros (cerca de 25.000 reais). O iPhone 6 pesa 123 gramas, tem 13,81 centímetros de altura e menos de um centímetro de espessura, e custa 699 euros.

Em 1975, havia 5.000 clientes detelefonia móvel no planeta. Hoje são 3,6 bilhões de usuários com um celular o tempo todo na mão ou no bolso, a metade da população mundial, e estima-se que em 2020 o número aumente para 4,6 bilhões de assinantes, segundo as estatísticas mais recentes da GSMA, a organização mundial de operadoras de telefonia móvel.

Na verdade, há muito mais aparelhos que assinantes, porque os usuários têm vários deles. Daí que o número de cartões SIM atinja 7,1 bilhões (1,5 SIM por usuário), e quando somados os SIM que interconectam máquinas (M2M), prevê-se para 2020 o número mágico de 10 bilhões de conexões móveis.

A penetração de mercado do telefone móvel varia muito conforme a região do mundo. Na Europa, quase 80% eram assinantes móveis no final de 2014, enquanto na África subsaariana o número é de apenas 39%.

Por isso o crescimento do número global de assinantes nos próximos cinco anos se concentrará nos países em desenvolvimento, impulsionado pela melhora no acesso aos aparelhos e serviços móveis e pela rápida expansão da cobertura móvel, que serve para conectar os povoados atualmente sem conexão, especialmente nas áreas rurais, segundo o relatório A Economia do Celular 2015, feito pela GSMA.

Os telefones inteligentes (smartphones) representam agora 37% das conexões, com 2,6 bilhões de terminais, e seu crescimento não pode ser parado; serão 5,9 bilhões em 2020, 65% do total. Já são vendidos mais smartphones que tablets, computadores e televisores somados.

Já se vendem mais ‘smartphones’ que tablets, computadores e televisores juntos
A explosão do telefone móvel se deu graças à possibilidade de conexão com a Internet. A banda larga móvel representa 40% das conexões totais e aumentará para quase 70% do total em 2020 devido à tecnologia 4G, ou LTE, que permite velocidade maior.

O crescimento de telefones inteligentes habilitados para banda larga móvel está impulsionando uma explosão do tráfego de dados móveis. Segundo a Cisco, estima-se que o volume mundial de dados móveis cresça a uma taxa composta anual de 57% até 2019, chegando a 24.314 petabytes por mês na época, resultado do aumento do consumo de vídeo on demand por meio de dispositivos móveis.

O setor de telefonia móvel é um dos pilares da economia mundial. Em 2014, o setor contribuiu com três trilhões de dólares para a economia mundial, o equivalente a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) da Terra.

Em 2020, estima-se que a contribuição do setor aumentará para 3,9 trilhões de dólares (4,2% do PIB mundial). O setor emprega diretamente 12,8 milhões de pessoas no mundo e gera mais 11,8 milhões de empregos indiretos.

Por Ramón Muñoz, do El País

O Facebook já dominou a internet. O que vem depois?

Salvador-Neto-comunicacao-blog-facebook-internet-futuroO Facebook tem uma missão muito clara: conectar todas as pessoas do mundo. É a tecla em que bate Mark Zuckerberg todas as vezes em que ele se apresenta em um evento público. Agora, com mais de 1,4 bilhão de pessoas usando a plataforma, chegou a hora de se perguntar “Para onde vai o Facebook?”.

A cada três meses a rede social atualiza os números públicos referentes aos seus usuários ativos mensais, as pessoas que fazem login na página pelo menos uma vez por mês. E, apesar de vermos um crescimento contínuo, o fôlego parece estar diminuindo. Não à toa: só há mais 1 bilhão de pessoas online que ainda podem se tornar parte da base de usuários, e muitas delas provavelmente já tiveram a oportunidade e decidiram ficar de fora.

As estimativas mais recentes indicam que há cerca de 3 bilhões de internautas no mundo, dentre os quais estão 640 milhões de chineses, que não têm acesso ao site, banido no país.

Portanto, o Facebook precisa recorrer a outras alternativas para seguir crescendo. E isso ficou muito claro com as últimas atitudes tomadas pela companhia e apresentadas na F8.

Levar conexão aonde ela não existeReprodução
Parece ser o próximo foco de Mark Zuckerberg. O projeto se veste como uma fundação sem fins lucrativos que quer levar internet aos lugares mais pobres e afastados, onde não há infraestrutura, mas o Internet.org beneficia diretamente o Facebook.

Durante a F8, a empresa detalhou o Aquila, drone que já está em fase de testes e que será responsável por sobrevoar estas áreas distribuindo sinal de internet sem fio usando lasers. A aeronave não tripulada tem uma envergadura de mais de 30 metros, maior de que a de um Boeing 737. Ele pode voar por meses em altitudes de até 18 quilômetros, abastecido por painéis para captação de energia solar.

Com isso, o Facebook teria um novo grupo de pessoas conectadas que jamais teve contato com a rede social e que poderia ajudar a ampliar exponencialmente sua base de usuários, que passou a crescer em um ritmo pequeno. Claro que isso será revertido também em mais publicidade, o que gera mais receitas para a  companhia

Tem um outro detalhe um pouco mais sinistro neste caso, porém. Sendo o fornecedor de internet para as regiões pobres, o Facebook poderia controlar diretamente o acesso à rede destas pessoas, efetivamente determinando o que elas podem e não podem ver. Nos países onde a Internet.org já está implantada, isso já está em vigor de certa forma: o acesso é grátis a determinados conteúdo de parceiros, normalmente apps educacionais, para busca de empregos, previsão do tempo e informações sobre saúde. Obviamente, o acesso à rede social também está garantido.

Rentabilizar e segurar ainda mais a base atual de usuários
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Uma empresa gigante como Facebook não se mantém se suas receitas e seu lucro não continuarem crescendo. Nos últimos anos, a companhia tem feito um trabalho excelente de monetizar sua base gigantesca de usuários, mas se o seu crescimento está desacelerando, é preciso fazer cada uma destas pessoas render mais dinheiro.

Como alcançar isso? Fazendo com que as pessoas não tenham mais que sair do Facebook para nada. Efetivamente, a rede social quer englobar a internet toda.

O modo como a empresa quer fazer isso fica mais claro a cada dia que passa. A estratégia de vídeos do Facebook é simples: a rede social quer mais desse tipo de conteúdo e está disposta a impulsionar violentamente o alcance das páginas e pessoas que publicarem seus vídeos nativamente na rede.

Há alguns motivos para isso, dos quais destacamos dois:

  • Publicidade em vídeo vale muito mais do que um banner no canto da página ou uma imagem patrocinada no seu feed. Mesmo que você ainda não esteja vendo anúncios do tipo, a rede social quer que as pessoas se acostumem com seu feed de notícias em movimento. Esse dia chegará.
  • Uma afronta direta ao YouTube. Conteúdo em vídeo é a febre do momento na internet e, sendo o site de Google a maior plataforma dedicada a este material, isso significa pessoas saindo do Facebook para assistir a alguma coisa em outra página, gerando dinheiro para outra empresa. O novo recurso que permite a incorporação de vídeos em outras páginas da web é outra medida neste sentido. Conteúdo exclusivo para a rede também está chegando.

Essa estratégia também inclui a compra da Oculus VR, a empresa que desenvolve o dispositivo de realidade virtual Oculus Rift. Foi anunciado que a rede social ganhou suporte a vídeos “esféricos”, recurso conhecido no mundo real como gravação em 360 graus. É uma ideia que casa perfeitamente com a proposta da realidade virtual para criar experiências de imersão.

Há ainda o rumor de que grandes sites e jornais digitais poderiam fechar uma parceria para publicar suas notícias e artigos diretamente no Facebook, acabando com a necessidade de clicar em um link externo para ler as informações. É mais um exemplo de como a rede social quer engolir a internet.

Diversificação

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Vamos supor que a rede social, o principal produto do Facebook, caia em desuso. Sem problemas (brincadeira, seria um problema gigantesco, mas não sem solução): a empresa ainda controla alguns dos principais aplicativos móveis no mundo. O Messenger, o WhatsApp, e o Instagram garantem que a companhia não perderá relevância tão breve.

A diversificação de negócios garante um controle enorme da informação que é publicada diariamente pelas pessoas conectadas na internet. Estes serviços ainda não são massivamente monetizados pelo Facebook, mas tudo isso vai levar, invariavelmente, a um conhecimento mais profundo de seus usuários, o que acarretará em métodos de arrecadação diversificados.

O mais interessante é ver como a empresa decidiu diferenciar o WhatsApp do Facebook Messenger, vistos como possíveis concorrentes, que poderiam canibalizar a audiência um do outro. No entanto, houve uma guinada interessante na tática do segundo caso, que é a transformação em uma plataforma ampla.

O WhatsApp continuará sendo o mensageiro “arroz-com-feijão” que sempre foi, leve e adequado a todo tipo de usuário no mundo. O Messenger não. O Facebook quer que ele seja usado no comércio eletrônico para integração entre empresas e clientes, que permita a transferência de dinheiro entre amigos, que outros aplicativos conversem com ele para criação de conteúdo diversificado, incluindo áudio, vídeo, GIFs, possibilitando até mesmo a aplicação de efeitos.

Com informações do Olhar Digital

O consumo das notícias pelos jovens da “Geração do Milênio”

É preciso estar atento às mudanças no modo de consumo das notícias

É preciso estar atento às mudanças no modo de consumo das notícias

Além de se preocupar pouco com os noticiários, a chamada Geração do Milênio (formada por jovens entre 18 e 34 anos) parece estar mudando completamente a maneira de consumir notícias.

Se antes era primordial consultar jornais e cobertura televisiva, hoje os jovens preferem recorrer a redes sociais para ficar por dentro dos fatos da atualidade. Simplificando: a rede social não é mais apenas social. Há muito deixou de ser um meio de contato com amigos para tornar-se um meio de conexão com o mundo em geral.

Os dados são fruto da pesquisa “Millennial media habits” (Hábitos de mídia da geração do milênio, na tradução livre), realizada pela ONG American Press Institute, ligada à Associação de Jornais da América, com jovens entre 18 e 34 anos. Embora o estudo tenha sido conduzido nos Estados Unidos, ele é um indicativo importante da relação da primeira geração digital com a imprensa.

Contato quase acidental
Quase 90% dos jovens obtêm notícias regularmente através do Facebook, no entanto menos da metade alega que a notícia seja sua principal motivação para visitar o site ou aplicativo da rede social.

Este dado sugere que a notícia não é “buscada” nas mídias sociais, mas sim visualizada quase “acidentalmente”. É como se as redes sociais funcionassem como uma versão digitalizada do rádio ou do antigo hábito de “zapear” pelos canais de TV.

Outra indicação de que os jovens estão dedicando pouca energia para encontrar notícias é que apenas uma minoria prefere pagar para receber informações. Embora 93% dos pesquisados tenham alegado assinar pelo menos um serviço de comunicação, menos da metade deste grupo disse pagar de fato pelas notícias.

A porcentagem de jovens que pagam por um serviço ou aplicativo de notícias (40%) é menor do que o número que paga para ter acesso a filmes e TV (55%), a jogos (48%) ou a música (48%).

Racionais e exigentes
Mas antes de julgar os jovens como desinteressados, é preciso analisar o conceito de “notícia” na mente dos entrevistados. O que as pessoas de fato consideram notícia? Tráfego e condições meteorológicas, alimentos e restaurantes, placares esportivos?

Para resolver este problema, o estudo investigou os tópicos nos quais as pessoas prestam atenção e de que modo buscam mais informações sobre os mesmos. Esta etapa incluiu entrevistas qualitativas, nas quais os entrevistados foram questionados diretamente sobre os temas que mais os faziam passar tempo online.

Os resultados desmascaram a noção de que os americanos mais jovens estão optando por focar a atenção apenas em notícias leves e entretenimento. A geração do milênio acompanha regularmente uma ampla gama de tópicos, uma mistura de notícias consideradas “sérias” (as chamadas “hard news”), notícias leves e notícias que servem como tópicos de conversas do dia a dia.

Além disso, os nativos digitais são racionais e exigentes na forma como utilizam diferentes fontes de informação para cada tipo de notícia: além de utilizar as redes sociais de forma mais determinada, este grupo faz uso de motores de busca e agregadores para complementar as informações que já possuem, optando sempre por fontes que lhes pareçam mais “profissionais” e confiáveis.

Gosto por hard news
Ainda assim, os jovens pesquisados tendem a se concentrar nos assuntos de seu interesse. Televisão, música e filmes estão entre os tópicos mais seguidos (dois em cada três entrevistados declararam acompanhar as notícias sobre tais assuntos regularmente). Já 60% deles concentram-se em pesquisar sobre notícias e seus hobbies pessoais.

Mas tópicos de notícias mais civicamente orientados também são parte significativa do interesse desta geração. Mais pessoas disseram acompanhar política, crimes, tecnologias, sua comunidade local e questões sociais em comparação àquelas que disseram acompanhar cultura pop e de celebridades, moda e estilo.

Quase todos os jovens adultos entrevistados acompanham as chamadas “hard news”: 45% dos jovens da Geração do Milênio acompanham cinco ou mais tópicos do gênero. O interesse pelas “hard news”, aliás, não parece estar correlacionado à idade.

Os entrevistados mais jovens são tão propensos a acompanhar tópicos de “hard news” quanto os mais velhos do grupo. As entrevistas qualitativas indicaram que praticamente todos possuíam algum objeto de interesse profundo, podendo este ser relacionado à carreira, herança familiar, experiência de viagem ou algum outro fator.

E todos tendem a ser bastante conscientes e ativos ao buscar informações sobre estas áreas de interesse, identificando os especialistas e acompanhando as empresas jornalísticas mais confiáveis no assunto.

Em outras palavras, embora o Facebook seja o meio mais popular para se descobrir algum assunto, quando as pessoas querem pesquisar mais, elas recorrem a outros caminhos, incluindo as empresas de notícias.

Preocupação com a perda de tempo online
É fato que as redes sociais desempenham um papel preponderante entre a Geração do Milênio, principalmente por abrirem espaço para que os jovens opinem, compartilhem as notícias e conheçam outros pontos de vista.

Entretanto, curiosamente, o Facebook – fonte campeã na busca por notícias – também foi citado negativamente, sendo visto como campo para discussões inúteis ou fonte de informações imprecisas e pouco confiáveis. Talvez por isso, muitos dos entrevistados tenham demonstrado preocupação com a quantidade de tempo que passam em redes sociais.

Mudando o consumo de notícias
Segundo o estudo do American Press Institute, embora as redes sociais estejam em primeiro lugar na busca por notícias, as plataformas para encontrar notícias (sejam organizadas por algoritmo, editores humanos ou uma combinação do dois) são a segunda fonte mais acessada (inclui-se aí sites de busca, agregadores e blogs). Pelo menos sete em cada dez entrevistados disseram recorrer a este recurso.

A terceira via é a mídia jornalística tradicional. Embora muitas pessoas caiam nestes destinos por outros meios (vindo de links do Facebook ou Twitter, por exemplo), há quem busque as fontes diretamente – seja assistindo a um noticiário, usando um aplicativo de uma empresa jornalística ou lendo um jornal impresso ou digital. Tais mídias incluem emissoras de TV locais e nacionais, jornal, rádio, criadores de conteúdo online e mídia especializada.

A virtude de olhar para o consumo de notícias por este prisma é que ele revela algo mais sutil do que simplesmente a prevalência do Facebook na vida digital das pessoas. A grande revelação é a pluralidade de fontes que a maioria dos integrantes da Geração do Milênio usa para encontrar notícias.

A participação ativa e o engajamento através de compartilhamento, comentários ou investigações de diferentes perspectivas e opiniões também mostram que o novo consumidor de notícias deixou de ser um espectador passivo e se tornou ativo no meio em que vive.

Com informações do Observatório da Imprensa – Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Derek Thompson [“Journalism in the Age of the Accidental News Junkie”, The Atlantic, 16/3/15], do American Press Institute [“Millennials’ nuanced paths to news and information”, 16/3/15] e de Mark Joyella [“Millennials Want Hard News, Use Google to Find It”, TV Newser, 16/3/15].